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Angola garante “tolerância zero” ao tráfico de diamantes na Lunda Norte

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Ernesto Muangala falava à margem da primeira sessão ordinária daquele governo, que serviu para analisar, entre outros aspetos, o memorando da situação socioeconómica e política daquela província diamantífera.

O governante angolano considerou preocupante a concentração de imigrantes e requerentes de asilo político, que estão a exercer atividades comerciais, como disfarce, para as suas ações de garimpo de diamantes e a sua comercialização.

Segundo Ernesto Muangala, as medidas tomadas desde outubro, com operações policiais em colaboração com a população “devem ser permanentes nos dez municípios da Lunda Norte”.

“Tolerância zero à imigração ilegal e ao tráfico ilícito de diamantes. As operações no Cambulo, Lucapa e Cuango vão estender-se à toda a extensão da Lunda Norte”, referiu o governador, cujas declarações foram hoje divulgadas pela rádio pública angolana.

Recordou ainda que terminou hoje o prazo de dez dias dados pelas autoridades “para a saída voluntária dos estrangeiros para os seus países de origem e dos nacionais que ocuparam as áreas reservadas ao Estado para a exploração de diamantes”.

A orientação foi no sentido de que retirassem todas as suas dragas, toda a maquinaria e outros meios, para as suas áreas de origem, informou Ernesto Muangala.

“Quero contar com o apoio de todos nesta luta que iniciamos”, disse.

Por sua vez, o comandante provincial da Lunda Norte da Polícia Nacional, comissário Alfredo Quintino, referiu que a polícia tem força suficiente para dar continuidade à operação denominada “Luembe”, nome do rio cujas margens são utilizadas para o garimpo ilegal de diamantes, mas há falta de meios.

“Nós não temos qualquer dificuldade em termos de homens, temos sim no que toca fundamentalmente em meios, de transporte e, ultimamente, a nível de quase todo o país, tem-se feito sentir a carência de combustível. Esses são os dois aspetos principais que em certa medida leva-nos a realizar essa operação de forma paulatina”, referiu, informando que a próxima intervenção será em Lucapa.

Nos últimos dias, mais de 2.500 congoleses foram detidos pelas autoridades angolanas acusados da prática de exploração ilegal de diamantes, em áreas do município do Cambulo, consideradas como reservas estratégicas diamantíferas do Estado.

Nessa primeira ação, foram apreendidas cerca de 80 dragas, três motorizadas, moto-bombas, grupos geradores de energia elétrica e grandes quantidades de alimentos.

O garimpo ilegal é considerado também um problema de segurança no leste de Angola, com as constantes detenções de cidadãos estrangeiros, essencialmente da vizinha República Democrática do Congo, em situação ilegal no país, detetados na atividade diamantífera ilícita.

Os diamantes são o segundo produto de exportação de Angola, depois do petróleo, com vendas anuais equivalentes a mais de mil milhões de euros.

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