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Angola e Portugal abordam relações comerciais e empresariais

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As relações comerciais e empresariais ente Angola e Portugal foram assuntos abordados na audiência que o Secretário de Estado para a Economia, Ivan Marques dos Santos, concedeu esta Segunda-feira, ao seu homólogo Português, João Neves, em Luanda.

Segundo o Secretário de Estado, Angola está apostada na diversificação da economia, no qual o agronegócio ocupa um lugar de destaque com o PLANAGRÃO, mas também tem o PLANAPESCA e PLANAPECUÁRIA, três áreas que vão dar mais força ao sector produtivo nacional e que precisam da experiência e participação do sector empresarial de Portugal.

Ivan Marques dos Santos destacou o novo paradigma do Executivo, do Presidente João Lourenço, que tem como principal âncora o sector não petrolífero, para garantir um crescimento económico sustentável e menos sujeito a volatilidade do preço do petróleo nos mercados Internacionais.

“Angola vive um processo de diversificação da economia, e para tal o sector não petrolífero é a grande aposta tendo como principal motor o agronegócio. Portugal tem sido nosso parceiro nesse processo, com a qualificação do capital humano através do Projecto Envolver que capacita, os formadores e os quadros do INAPEM, empresários, jovens empreendedores e mulheres da zona rural , para que estes conheçam os processos bancários e a banca, para que estes dominem mais os projectos agrícolas, e encontram outras formas de aumentar o acesso ao financiamento. Mas queremos mais, queremos também que a produção agropecuária de Angola tenha acesso à Europa através de Portugal” destacou o governante angolano.

Por seu turno, Portugal reafirma o seu posicionamento em relação à Angola, como seu principal parceiro comercial fora da Europa.

“Angola é o 3.º maior parceiro de Portugal fora da União Europeia, mas é possível fazer mais, por exemplo, no domínio da acreditação e certificação da qualidade de produtos ” afirmou o Secretário para a Economia, João Neves, que aponta igualmente a dinamização de parcerias para o fomento do sector dos têxteis, vestuário e calçados, como áreas de cooperação a explorar, quer a nível da capacitação dos industriais dos têxteis, mas também a nível do sector primário, nomeadamente, o da produção de algodão, tal como está a acontecer em Moçambique.

Ainda no domínio do Envolver, em parceria com o IAPMEI, congênere do INAPEM, Portugal pode ajudar o MEP, através do INAPEM, a desenhar linhas de Microcrédito para financiar as micro-empresas que operam no mercado nacional.

João Neves realçou, por outro lado, que é importante que seja operacionalizado o observatório de investimentos Angola/Portugal, para “dar maior conforto” aos investidores dos dois países.

Na reunião as partes defenderam a necessidade de ver realizado a primeira reunião do observatório ocorra ainda este ano, em data a marcar, em Angola, e a segunda em Portugal, também em data a definir.

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