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Economia

Angola é o sexto maior destino de investimento espanhol

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Angola é, desde 2018, o sexto país de destino de investimentos do Reino de Espanha, com o volume das transações a render 518 milhões de euros para aquele país da Europa.

Esses dados serão passados em revista amanhã no encontro entre o Presidente da República, João Lourenço, e o Rei de Espanha, Filipe VI, a decorrer no palácio presidencial, em Luanda, sendo o ponto mais alto do programa da visita do monarca em Luanda.

Existem, actualmente, mais de 60 empresas espanholas a operarem em Angola, em diversos sectores, como com destaque para a energia, a banca, a construção civil e a agricultura.

Dados oficiais indicam que o valor acumulado dos investimentos espanhóis em Angola atingiu 518 milhões de euros (um euro equivale a pouco mais de Kz. 500.00), desde 2018, colocando o país africano no 49º lugar como destino dos seus investimentos.

Segundo os mesmos dados, em 2020, a Espanha exportou para Angola 87 milhões de euros e importou bens no valor de 548 milhões de euros.

A Espanha incluiu Angola entre as nações “prioritárias” no plano “Foco África 2023”, que tem como alvo o reforço da colaboração bilateral com países do continente africano.

Angola figura entre os sete países considerados de prioridade, juntamente com o Senegal, a Costa do Marfim, o Ghana, o Quénia, a Tanzânia e Moçambique.

Já a Nigéria, a Etiópia e a África do Sul são considerados “países-âncora”, devido ao seu peso demográfico, projecção político-económica e influência para a estabilidade das suas sub-regiões.

O plano “Foco África 2023” está desenhado para canalizar apoio institucional para os investimentos das empresas espanholas no continente.

Neste quadro, com Angola e mais os seis outros países africanos acima citados, Espanha pretende construir relações distintas, mais abrangentes, baseadas na cooperação mútua, entre a Europa e África.

As relações de cooperação entre Angola e o Reino de Espanha têm como base o Acordo Geral de Cooperação, assinado a 20 de Maio de 1987, e o Acordo Complementar ao Acordo Geral, rubricado em Novembro do mesmo ano.