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Economia

Angola e Namíbia ganham ligação ferroviária

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No plano director do sub-sector ferroviário dos transportes consta a ligação com os países vizinhos de Angola, e Namíbia deverá ser o primeiro a estar ligado com o nosso país a partir da via férrea Huíla.

O anúncio foi feito na última segunda-feira, 28, na cidade do Lubango, pelo ministro dos Transportes, Ricardo D´Abreu, no final de uma actividade em que foi apresentado o plano director dos transportes e infraestruturas, que deverá passar pela província do Cunene.

Segundo o ministro dos Transportes, os projectos da ligação com a Namíbia e da extensão da linha que sai da cidade de Menongue até à fronteira com a Zâmbia, no lado Leste do país, são acções a integrar nos investimentos do futuro concessionário do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM).

Abreu está a participar da jornada de “Revitalização do Processo de Transporte e Exportação do Minério de Ferro e Rochas Ornamentais do Sul de Angola” que teve o seu inicio no passado domingo e termina amanhã, A iniciativa que decorre entre as províncias da Huíla, Namibe Cuando Cubango, constitui uma autêntica avaliação à operacionalidade do sector na Região Sul

“Estamos a trabalhar com o sector privado, principal parceiro neste processo, com vista à maior previsibilidade e coordenação para tirarmos melhores vantagens das potencialidades do país”, acentuou, acrescentando que o foco do sector dos Transportes e Logística consiste na aceleração do processo de diversificação da economia.

O governante reconheceu que o Corredor Sul, em construção, desempenha um papel significativo nas exportações efectuadas em termos de volume, fora do sector petrolífero.

“Precisamos que este processo ganhe outra dimensão, já por aquilo que nos foi dito pelos operadores, os minerais podem crescer significativamente”, salientou.

O ministro dos Transportes defendeu a necessidade de conferir uma outra capacidade para dar suporte à actividade mineira das províncias do Cuando Cubango, Huíla e Namibe. Por isso, sustentou, o Ministério “está a fazer de forma inclusiva e coordenada visando criar mecanismos de previsibilidade para que a capacidade de resposta esteja ao nível dos anseios dos empresários”.

Abreu explicou, ainda, que o foco não consiste apenas em fiscalizar a actividade do sector. Mas, avançou que a prioridade “é criar mecanismos e sistemas tecnológicos que ajudem a facilitar o negócio que envolve o sector”.

“Implementámos já a Janela Única Portuária Fase II, no Porto do Namibe”, referiu.

Segundo Ricardo D´Abreu, procedem-se neste momento acções notáveis para desenvolver a logística que na prática, é uma plataforma integrada do ponto de partida até ao de chegada de tudo o que é importante no ramo de exportação e comércio.

A tecnologia, destacou, “serve para facilitar e garantir maior controlo das actividades desenvolvidas pelos agentes económicos, assim como garantir que um justo valor seja partilhado entre o Estado e os investidores”.

“Haverá mais investimentos para aumentar a capacidade de transporte, visando materializar o projecto de desenvolvimento da Baía de Moçâmedes, que comporta um terminal mineraleiro do Sacomar e a expansão e extensão do Cais do Porto Comercial”, referiu citado pelo matutino estatal.

Ricardo D´Abreu prosseguiu que à semelhança da área ferroviária, há também iniciativas em curso nas infra-estruturas, manutenção, oficinas assim como na preparação do concurso para a concessão do Corredor Sul do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes e garantir que o sector privado também ajude a aumentar o nível de investimentos.

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