Connect with us

Politica

Angola apela apoio da CEEAC para resolução de tensão diplomática no Gabão

Published

on

Na sequência do ataque a residência do presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Central, Gilberto da Piedade Veríssimo, em Libreville, o ministro das Relações Exteriores reuniu-se este sábado, em Kampala, Uganda, com o presidente em exercício da CEEAC, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, para apelar que o mesmo interceda, a fim de garantir a segurança dos diplomatas angolanos no Gabão.

Segundo comunicado do MIREX, na reunião com o também presidente da Guiné Equatorial, Téte António “pediu a Teodoro Obiang Nguema Mbasogo para interceder junto das autoridades gabonesas sobre o sucedido, apelando às autoridades gabonesas a observarem os princípios de protecção e salvaguarda da segurança e integridade físicas de entidades diplomáticas acreditadas naquele país, plasmadas nos distintos diplomas legais do Direito Internacional, bem como das organizações continentais, regionais e sub-regionais”, apelou, num encontro, que durou cerca de trinta minutos, à margem da terceira Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do G-77+China.

Conforme o Correio da Kianda noticiou anteriormente, em causa está o ataque à mão armada praticado por cidadãos gaboneses a residência de Gilberto da Piedade Veríssimo.

“Na tarde de quinta-feira, 18 de Janeiro, as autoridades angolanas foram notificadas sobre o insólito acontecimento, praticado por homens armados (alguns dos quais envergando a farda das forças armadas gabonesas), que arbitrariamente invadiram a residência oficial do presidente da Comissão da CEEAC”, expôs, o MIREX, avançando que durante o acto, “os invasores molestaram psicologicamente o presidente da CEEAC, e a sua assistente, que se encontravam no interior da residência”.

Desde o golpe de Estado no Gabão, no passado 30 de Agosto, que resultou na deposição do presidente Ali Bongo, o país foi suspenso da CEEAC, “até retornar à normalidade da ordem constitucional”. Ali Bongo Ondinga era o presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central, com isso, a liderança da organização foi assumida pela Guiné Equatorial.

Na sequência, o Governo angolano tem procurado manter distância com o novo regime do Gabão. Em Setembro passado, por exemplo, durante o seu discurso na Organização das Nações Unidas, João Lourenço, apelou a que tudo se fizesse para que golpistas, sejam militares ou políticos, não tivessem assento nas diferentes organizações mundiais.

Numa escalada da tensão entre os dois países, os governantes de Libreville têm acusado Angola de “os tratar com desprezo”, tendo o tom dessas queixas aumentado em Novembro, pelo facto de a Embaixada de Angola naquele país ter realizado comemorações dos 48 anos de independência angolana sem convidar quadros do governo do Gabão.

Colunistas