Connect with us

Reportagem

“Andar de autocarro em Luanda tornou-se mais seguro do que andar de táxi”, revelam citadinos

Published

on

Continuam as ondas de raptos em Luanda, afirmam citadinos na capital angolana. Por conta disto, revelam, andar de autocarro nos últimos tempos, apesar do desconforto com as enchentes, tornou-se o meio de locomoção mais seguro, para quem, por exemplo, tem de percorrer dezenas de quilómetros até chegar ao seu local de trabalho.

Num périplo feito ao princípio da tarde desta quinta-feira, 21, em várias paragens de autocarros e de táxis, nos bairros da Mutamba, Maianga, Ingombota, Samba e nos distritos da Camama e Talatona, o Correio da Kianda ouviu dezenas de citadinos em Luanda, sobre os vários relatos que  circulam nas redes sociais, dentre eles áudios, com histórias contadas na primeira pessoa, por quem teve que passar por momentos pavoroso.

Nas paragens de autocarros, enquanto aguardava-se pela chegada dos veículos de transporte de passageiros, conversamos com jovens, adultos e idosos, de quem ouvimos relatos, argumentos e justificações, da preferência em viajar de autocarro em Luanda.

Entre as justificações, dos mais de vinte ouvidos por este jornal, convergem os nossos interlocutores, apontando o preço do bilhete da viagem de autocarro, que chega a ser menos oneroso, comparando com as corridas do táxi e os encurtamentos das rotas.

“Com cem kwanzas consigo sair doZzango 8 mil e chegar até ao Benfica, ou mesmo aqui no Camama. É só chegar cedo e aguentar a fila, que viaja-se muito bem”, disse, Rosalina Bento, uma das vinte ouvidas por este jornal.

“Se chegares cedo na paragem, consegue-se chegar também a tempo no serviço. Hoje, andar de autocarro, não é apenas uma necessidade, é também contenção de gastos”, argumentou, uma outra interlocutora.

“Sinto-me mais seguro a viajar de autocarro, sobretudo na hora de regressar a casa, do que de táxi, porque já sofri duas tentativas de raptos, e só quem já passou por isso, sabe quão traumatizante é. Por isso, para mim é mais seguro hoje andar de autocarro em Luanda, do que andar de táxi”, relatou ao Correio da Kianda, Imília Sambo, jovem de 29 anos, moradora de Viana, que trabalha na zona da Mutamba.

Apontaram ainda os nossos interlocutores, como caminho para se conter o fenómeno de raptos em Luanda, uma campanha de licenciamento e cadastramento de todo cidadão que exerça o serviço táxi.

“Não se compreende como é que um cidadão, sem estar minimamente habilitado para tal, nem a sua viatura devidamente referenciada, exerça um serviço. Devia se pôr um fim nisto, é assim nos outros  países, disse, Simão Checo, jovem de 31 anos, funcionário público, ouvido por este jornal na zona da Maianga.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Colunistas