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Analistas sugerem privatização e desmonopolização como modelo viável de gestão para ENDE

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O economista José Macuva, disse à Rádio Correio da Kianda, que o actual modelo de funcionamento para pagamento dos serviços de energia em Angola, permite com que os cidadãos tenham dívidas com a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).

Referir que a ENDE enfrenta uma dívida por parte dos seus clientes, avaliada em trezentos mil milhões de kwanzas, situação que condiciona a realização de novos investimentos.

O Administrador para Área de Comercialização, Assuntos Regulatórios e Tecnologia de Informação, Lourenço Filipe, explicou no final do ano passado, que a dívida em causa faz referência aos clientes da ENDE de todo o país, e que a situação compromete a qualidade da entrega dos serviços prestados pela operadora.

Por seu turno, o economista José Macuva, defende a necessidade de se modernizar o sector, com a instalação massiva de contadores pré-pagos para permitir o fornecimento de forma regular e o subsequente pagamento por parte dos cidadãos.

Já a educadora social, Francelina Tomás, lamentou a falta de cultura de muitos cidadãos no pagamento dos serviços públicos, sobretudo de energia, numa altura em que o governo angolano continua a somar sérios custos com a prestação destes serviços.

Para Francelina Tomás, as famílias devem ser educadas e consciencializadas sobre a importância do pagamento destes serviços, para o contributo no sistema de arrecadação de receitas do Estado angolano e dar maior robustez financeira à ENDE, para fazer face aos custos operacionais.

José Macuva garantiu que o elevado nível de dívida que a ENDE enfrenta, reduz a sua liquidez, o que acaba por comprometer o futuro, pelo que defende a sua privatização e desmonopolização, como solução mais viável para melhorar o seu modelo de gestão que se apresenta deficitário.

“A monopolização do sector de distribuição de electricidade por parte da ENDE, tem comprometido a boa gestão e desenvolvimento do sector no país”, sublinhou o economista.

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