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Analistas pedem à UNITA confiança na nova CNE e abandono do discurso de fraude

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Analistas defendem que a UNITA deve confiar na nova composição da Comissão Nacional Eleitoral, (CNE), e abandonar o discurso antecipado de fraude, considerando que a indicação de quadros como António Ventura e William Tonet pode contribuir para maior transparência do processo eleitoral.

O jurista António Cahebo considera que a indicação de William Tonet representa um sinal de abertura e inclusão nas instituições democráticas. Na sua perspectiva, a presença de figuras tecnicamente preparadas na CNE deve permitir à oposição acompanhar e fiscalizar o processo por dentro, em vez de alimentar antecipadamente suspeitas de fraude.

Cahebo destaca a experiência política e académica de William Tonet e entende que a presença de cidadãos considerados íntegros pode reforçar a transparência da CNE. Ressalva, contudo, que a inclusão de representantes dos partidos não elimina automaticamente as contestações aos resultados eleitorais.

O politólogo Agostinho Sicato também considera positiva a escolha de António Ventura, William Tonet e outros nomes indicados pela UNITA para a nova composição da CNE.

Para o analista, o conhecimento técnico e o perfil interventivo dos dois indicados podem contribuir para um maior controlo do processo e para a defesa da transparência e da lisura eleitoral.

Sicato defende que os partidos devem indicar para a CNE pessoas com capacidade para questionar eventuais irregularidades e assumir posições firmes quando necessário.

Na sua perspectiva, a existência de comissários independentes e tecnicamente preparados poderá ajudar a criar maior confiança no processo eleitoral e contribuir para que as eleições decorram num ambiente de paz e harmonia.

Os académicos consideram, por isso, que a nova composição da CNE representa uma oportunidade para os partidos reforçarem a fiscalização do processo eleitoral, defendendo que eventuais denúncias de irregularidades devem ser apresentadas com base em factos e no acompanhamento efectivo do processo, em vez de antecipar acusações de fraude.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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