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Analista rotula “como grave a renúncia do director anti-terrorismo da administração Trump”
O professor da Universidade de São Paulo e pesquisador associado da Harvard University, Hussein Kalou, considera que a demissão do director da luta contra o terrorismo do governo de Donald Trump revela fragilidade na capacidade de tomada de decisões do Presidente norte-americano, na sequência da crise provocada pela saída do responsável máximo do combate ao terrorismo.
A reacção surge depois da demissão de Joe Kent, que deixou o cargo de director do Centro Nacional de Anti-terrorismo dos Estados Unidos, alegando discordâncias com a decisão da Casa Branca de avançar para o conflito com o Irão, afirmando que a ameaça não era iminente e que houve falhas no processo de avaliação estratégica.
Entretanto, o conflito no Médio Oriente registou uma nova escalada depois de Israel lançar ataques contra infra-estruturas energéticas do Irão, numa acção que aumentou a tensão militar na região e elevou o risco de confronto directo entre os dois países.
Analistas internacionais consideram que o actual nível de confrontação é um dos mais elevados dos últimos anos, sobretudo após a morte de altas patentes militares iranianas em operações atribuídas a forças israelitas.
O cientista militar brasileiro Paulo Filho afirma que a guerra entrou numa fase mais perigosa, marcada por respostas cada vez mais duras entre as partes envolvidas.
De acordo com o especialista, a eliminação de oficiais de alto escalão alterou o equilíbrio estratégico e aumentou a probabilidade de uma resposta mais ampla por parte de Teerão.
Conflitos recentes entre Israel e Irão têm sido acompanhados com preocupação pela comunidade internacional, que teme que a escalada militar possa afectar a segurança energética global e provocar instabilidade em toda a região do Médio Oriente.
