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Economia

Analista diz que aumento da transparência na Sonangol pode mostrar mais dívidas como em Moçambique

O analista que na Capital Economics segue a economia de Angola disse à Lusa que o aumento da transparência nas contas da petrolífera nacional, a Sonangol, pode levar à descoberta de novas dívidas, como em Moçambique.

Redação

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“O nosso receio é sobre a posição da dívida de Angola, que é muito opaca, quer da República, quer a da Sonangol, em ambas os casos os números não se percebem bem e há um receio de que quando percebermos melhor, podem ser piores do que pensávamos e podemos ter uma surpresa desagradável, como aconteceu em Moçambique”, disse John Ashbourne em entrevista à Lusa a propósito da previsão de recessão económica de 2% para Angola este ano.

“Claro que é possível que os novos números sejam melhores do que pensamos, mas é mais provável que mais transparência vá criar uma surpresa desagradável e, no pior cenário, isto pode levar à descoberta de novas dívidas, como vimos em Moçambique”, explicou o analista.

Questionado sobre a probabilidade de os números reportados ao Fundo Monetário Internacional no âmbito do programa de assistência financeira de 3,7 mil milhões de dólares não estarem corretos, Ashbourne respondeu: “Mesmo se a dívida reportada for a correta, ainda é um valor muito grande e, ainda por cima, há uma boa parte em moeda externa”.

O rácio do PIB (Produto Interno Bruto) sobre a dívida pública de Angola “é um dos maiores de África, e isso é baseado nos números que o Governo nos deu, por isso se há mais dívida da Sonangol, então a situação podia ser pior e isso seria muito preocupante”, vincou.

Por outro lado, acrescentou, “partindo do princípio de que o Governo está a preparar uma flexibilização maior da taxa de câmbio, isso também fará subir a dívida, e tudo isto parece muito frágil e se pensarmos nos países africanos com a situação da dívida mais preocupante, Angola já aparece bem no topo da lista”.

O facto de o FMI ter validado os números apresentados por Angola “é positivo, mas não seria uma grande surpresa saber que os números são diferentes dos apresentados pelo Governo”, concluiu o analista.

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