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Analista aponta falhas na educação e contexto social como causas da gravidez precoce

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O analista político Almeida Pinto considera que a elevada taxa de gravidez precoce em Angola está directamente ligada à insuficiência de informação sobre sexualidade, aliada a factores socioeconómicos que fragilizam adolescentes e jovens, sobretudo do sexo feminino.

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, Almeida Pinto defendeu a necessidade de um maior envolvimento das famílias, escolas e instituições vocacionadas para a educação, no sentido de se promoverem acções consistentes de diálogo, orientação e esclarecimento sobre sexualidade responsável.

Segundo o analista, a abordagem do tema continua a ser tratada como tabu em muitos contextos familiares e sociais, o que acaba por expor os adolescentes a decisões precoces, com impactos duradouros na sua saúde, educação e futuro social.

Almeida Pinto entende ainda que as instituições públicas devem pautar-se pelo rigor no cumprimento das normas de apresentação e vestimenta, como forma de desincentivar comportamentos e estímulos considerados inadequados no meio escolar e juvenil, reforçando aquilo que, no seu entender, deve ser a posição do Executivo no quadro da prevenção da gravidez precoce.

As declarações surgem na sequência do anúncio feito, esta segunda-feira, pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, segundo o qual 27% das raparigas angolanas entre os 15 e os 19 anos já engravidaram pelo menos uma vez, enquanto 23% das meninas constituem família antes dos 18 anos.

O governante revelou ainda que mais de uma em cada três mulheres em Angola é vítima de violência baseada no género, números que, segundo especialistas, reforçam a urgência de políticas públicas integradas, centradas na educação, protecção social e promoção dos direitos da criança e da mulher.

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