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País

Analista afirma que actuação dos deputados não teve impacto na vida dos cidadãos

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O docente e analista político e social, Luís Paulo, hoje ao Correio da Kianda, que os 5 anos da quarta legislatura 2017-2022, foram como os outros antecedentes, sem qualquer impacto concreto na vida do cidadão comum.

Na sua opinião, a nossa Assembleia Nacional “ainda continua ser um lugar de lutas de ideologias políticas e não de concertação nacional para o desenvolvimento do país. A prova disso é que o diploma sobre as autarquias acabou não sendo aprovado devido os interesses políticos que são acentuados naquela que nós chamamos a casa de todos os angolanos”.

Luís Paulo disse que o povo angolano precisa de mais atenção e respeito, e considerou de lamentável a forma como os deputados “que dizem serem os representantes do povo acabam ignorando este princípio que é da representatividade. Digo isto sobre os constantes actos de violações contra os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos que não acabam ganhando espaço de debate”.

“Estamos lembrados das prisões arbitrárias e mortes nas manifestações públicas, e o silêncio dos deputados é o que mais se ouviu”, afirmou.

Para o analista, quando um deputado “dito representante legítimo do povo não se preocupa com o que os cidadãos, penso que este não é digno deste nome”, pois “o deputado é defensor da causa comum, mas em Angola a causa é da formação política”.

O massacre de Cafunfo, o assassinato do jovem activista Inocêncio Matos e outras situações similares, não mereceram atenção concreta por parte dos deputados. “A minha questão é a seguinte: o que é ser deputado afinal?”, lamentou o professor.

O acadêmico sublinha que “podemos dizer que foram aprovados diplomas, mas não basta a provar é preciso fiscalizar o cumprimento da mesma”.

Luís Paulo espera que os parlamentares que sairão das eleições gerais de 24 deste mês, já na próxima legislatura que começa na primeira quinzena de Outubro deste ano, façam trabalhos de advocacia das causas sociais.

“Menos fato e linguajar e acima de tudo menos militância”.

“Com tudo desejamos nós filhos desta Pátria um país de patriotismo, e para os futuros deputados esperamos que venham representar o povo no verdadeiro sentido da palavra”.