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Sociedade

Alunos acusam direcção de condicionar acesso às provas com compra de material de higiene

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Trata-se do Colégio Público n° 3012, localizado no município do Cazenga, em Luanda, onde os alunos acusam a direcção de estar a condicionar o acesso às provas, que arrancam na segunda-feira, mediante a compra de material de higiene, no valor de 16 mil kwanzas.

De acordo com os alunos, que denunciaram à Emissora Católica de Angola, o material de higiene, a ser apresentado à escola para acesso às provas, é para dar resposta às necessidades de limpeza na instituição de ensino.

Sabão, detergentes, vassouras e lixívia são, de acordo com os denunciantes, os principais produtos exigidos pela direcção da escola.

Os alunos dizem, por outro lado, que quando lhes mandam limpar o recinto escolar, não usam o material comprado, pois estes meios ficam na sala dos professores e no gabinete da direcção.

Quem não tem 16 mil kwanzas, acrescentam os alunos, a direcção pede que tragam cada um três resmas de papel para uso corrente na instituição.

Estes alunos afirmaram mesmo que nesta quinta-feira e sexta optaram por não ir à escola por falta destes meios.

Por seu turno, o director geral da referida escola, Manuel Ambrósio, disse que a informação passada pelos alunos não corresponde à realidade dos factos.

“Isto não corresponde à verdade”, afirmou, garantindo que tudo tem sido feito para manter a instituição de ensino higienizada.

“Nós temos um cesto em cada sala, uma vassoura em cada sala”, garantiu.

Entretanto, revelou a falta de material gastável na escola, e mostrou-se preocupado com o estado de degradação em que se encontra a instituição.

As constantes falhas no fornecimento da água potável, que de acordo com o responsável, por períodos longos, bem como as infiltrações de água das chuvas, são outras das preocupações apresentadas pelo director geral da escola.