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Algumas ideias da oposição “são impraticáveis”, aponta Manuel Cruz Neto

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O primeiro Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do MPLA, Manuel Cruz Neto, defendeu, na passada terça-feira, na Assembleia Nacional, que “as ideias podem ser impraticáveis” por mais excelentes que elas sejam, especificamente numa altura em que a oposição recomenda soluções para a situação económico-social das comunidades e questiona a utilidade do fundo público nestes últimos dois anos de governação do partido no poder.

Manuel Cruz Neto fez esta afirmação quando respondia as intervenções dos deputados da oposição, na apresentação da Conta Geral do Estado referente ao exercício fiscal de 2019, onde explicou, com uma “história de ratos”, que muitas ideias apresentadas ao Governo pela oposição são boas, mas suscetíveis de não serem colocadas em prática.

Considerou que, apesar da actual situação social que se regista com consequências visíveis da pandemia da covid-19, que causou recessão na economia do país, e muitas preocupações apresentadas pelos deputados da oposição, o MPLA prefere se manter focado nas realizações concretizadas com o dinheiro utilizado da Conta Geral do Estado.

“Muitas foram as questões colocadas pelos nossos companheiros da oposição. Para muitos, muitas delas a liberdade de expressão ampara-os, mesmo que digam muitas inverdades. Mas eu compreendo, é que, embora estejamos a debruçarmos sobre o conteúdo da mesma conta geral do estado, enquanto alguns olham pelos aspectos de correcção de processos e procedimentos, o que não deixa de ser importante, outros como nós, o MPLA, preferimos abordar as realizações concretizadas com a execução desta conta, bem como com os impactos que elas têm na vida das nossas populações, mesmo que esses impactos possam, eventualmente, ser considerados insuficientes”, disse.

“Dizem que a situação degradou-se muito, que a fome, a miséria e a criminalidade aumentaram, mas eu pergunto a estes deputados: O que se poderia esperar de uma situação tão adversa como esta em que nos encontramos diante de uma crise de saúde de nível global, em meio há uma recessão? Ou seja, o que podemos esperar de uma situação em que a produção geral decresceu, trazendo consigo desemprego, a queda da renda das famílias, a redução dos lucros das empresas, o aumento das falências e a queda dos investimentos?”, questionou a oposição.

Manuel cruz Neto defende, igualmente, que apontar o dedo não é patriótico, “embora muitos caiam na tentação de fazê-lo, já que fundamentar uma crítica construtiva e equacionar soluções com base nessas fundamentação, para além de exigir bastante estudo e trabalho, requer também responsabilidade”.

“É do conhecimento de todos nós que, no seguimento das Eleições Gerais de 2017, o Executivo, agora em funções, deu início a um conjunto de reformas, tanto políticas, económicas e sociais, de maneira a reverter a situação de degradação económica, social e mesmo moral, que assistimos na última década”, finalizou.

A história dos ratos

“Havia um homem rico que tinha uma mansão repleta de muitos bens e que, naturalmente, atraiu famílias imensas de ratos, que começaram a exaurir os seus bens na despensa que tinha. A partir de um certo tempo, os ratos que aí viviam folgadamente começaram a ter problemas graves, porque o homem da mansão comprou um gato, apto para a caça ao rato. De tal maneira que a vida destes ratos começou a ficar insustentável.

Então, fizeram uma grande assembleia para tentarem resolver o problema, e não encontravam solução. Então, um rato que vinha do campo, disse o seguinte: lá no campo onde eu vivo o dono colocou umas sinetas no pescoço de um animal gigante, que se chama vaca, e, sempre que ela caminha, o dono consegue saber onde ela está, porque à medida que se movimenta a campainha toca. Se nós conseguirmos colocar esta sineta no pescoço do gato, certamente, saberemos sempre onde ele está e poderemos fugir a tempo. Então começou uma grande festa, garrafas com água do chefe foram abertas e começaram já a cantar de alegria.

Entretanto, um rato mais velho também com experiência de vida, depois da euforia, ele diz a todos: a ideia é excelente, mais eu vos digo uma coisa, quem é que vai colocar o sino no pescoço do gato?. Então, a sala começou a ficar vazia, porque aquela ideia que parecia excelente, afinal era impraticável.”

Por Pedro Kididi 

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