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Opinião

Alexei Navalny: Lula da Silva adopta postura de apoio ao aliado do BRICS

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Presidente brasileiro, que falava ontem na Cimeira da UA, preferiu menosprezar o facto de Alexei Navalny, maior opositor a Putin, ter sido envenenado com produto químico poderoso, sem que o Kremlin manifestasse interesse numa investigação séria, além de atirarem-no para prisão, apesar de seu estado débil, face ao ataque com veneno.

O presidente brasileiro Lula da Silva tem feito um esforço para se projectar no mundo, mantendo sempre uma opinião pública sobre os factos políticos à volta do planeta. E foi no cumprimento desse roteiro que Lula da Silva teceu declarações sobre a guerra no Médio Oriente e sobre a actual situação na Rússia, na sua participação como convidado na Cimeira da União Africana.

Visivelmente parcial, Lula da Silva, em defesa de Vladimir Putin, presidente russo e seu parceiro no BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, referiu que tudo o que se tem dito sobre a morte de Alexei Navalny não passa de especulação, uma posição oposta a de Joe Biden, e de líderes da União Europeia.

O estadista brasileiro nem fez uma única referência ao facto de várias pessoas estarem a ser privadas de liberdade por homenagearem Navalny, uma estratégia do Kremlin, que viola os direitos humanos e o princípio democrático que Lula da Silva diz defender.

Além disso, Lula da Silva, que acabou por ser vítima de uma cabala que o levou à prisão no seu país, não deu a mínima se Alexei Navalny tinha sido envenenado e de seguida lançado à prisão, apesar de débil face à agressão. Esse facto foi pura e simplesmente ignorado por Lula da Silva.

Guerra de Israel

Se se revela comedido nos assuntos que envolvem o Kremlin, o mesmo já não se pode dizer em relação à guerra que Israel trava com o Hamas, na Palestina.

A propósito, Lula da Silva rejeita que exista uma guerra, considera haver um genocídio de Israel contra o povo palestino. E sublinhou haver semelhanças entre a operação israelense na Palestina e a matança a que Hitler, na Alemanha, submetera o povo judeu.

Ao todo, às ordens de Hitler, foram mortos mais de 6 milhões de judeus.

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