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Alemanha retira funcionários da embaixada no Níger devido ao aumento da violência jihadista
A Alemanha decidiu retirar temporariamente parte do pessoal da sua embaixada no Níger, alegando preocupações com a deterioração da situação de segurança, marcada pelo aumento de ataques atribuídos a grupos jihadistas e organizações criminosas que actuam na região do Sahel.
Segundo informações divulgadas por autoridades em Berlim, há receios de que cidadãos ocidentais possam tornar-se alvos de sequestros e atentados, prática frequentemente utilizada por grupos armados que operam nas zonas de fronteira do país.
Medida semelhante já havia sido adoptada pelos Estados Unidos, que no final de Janeiro ordenaram a retirada de funcionários não essenciais da sua representação diplomática no Níger, também por motivos de segurança.
Relatórios de organizações de monitoramento de conflitos indicam que grupos extremistas ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda reforçaram a sua presença nas zonas fronteiriças entre o Níger, o Benin e a Nigéria ao longo do último ano.
Dados de centros internacionais de análise de segurança apontam que os ataques violentos nessa região aumentaram cerca de 80%, enquanto o número de mortos triplicou, reflectindo a crescente instabilidade no Sahel, considerado actualmente uma das áreas mais afectadas pelo terrorismo no mundo.
A situação de segurança no Níger agravou-se após a instabilidade política registada nos últimos anos, o que tem dificultado o controlo estatal sobre várias regiões do país, sobretudo nas zonas rurais e de fronteira.
