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Economia

Alemanha e EUA interessados em financiar ligações dos caminhos de ferro em Angola

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As três empresas de caminhos de ferro do país vão conhecer um novo rumo na ligação entre si, com o recente anúncio de um fundo conjunto entre o Deutsche Bank, da Alemanha e a Development Finance Corporation (DFC), dos Estados Unidos da América, que reuniram nesta quarta-feira em Luanda com o Ministro dos Transportes.

Durante este encontro de trabalho o banco alemão e a instituição financeira americana asseguraram a disponibilidade de fundos e o interesse em contribuir conjuntamente para a construção de projectos estruturantes no sector dos transportes em Angola.

A estes financiamentos podem concorrer projectos implementados por empresas do sector privado, de forma individual ou organizadas em consórcio.

Na ocasião, O ministério dos Transportes apresentou, de forma detalhada sobre as necessidades de financiamento para a continuidade da implementação do Plano Director Nacional do Sector dos Transportes e Infra-estruturas Rodoviárias em parceria com entidades privadas, destacando três projectos essenciais.
A ligação entre os três caminhos de ferro do país (Luanda, Lobito e Moçâmedes) em Malanje-Kuito-Menongue; a construção da linha ferroviária Luena-Saurimo.

Foi igualmente abordada a construção de dois novos aeroportos nas regiões de Cazombo e Mavinga, por serem regiões com elevado potencial turístico e com localizações fronteiriças privilegiadas.

O ministro Ricardo Viegas D’Abreu lembrou, na ocasião, a aposta do Governo na regulação do sector a que preside, para que as empresas multinacionais possam olhar para os projectos como oportunidades únicas de investimento.

“Até ao momento, e para darmos corpo ao nosso Plano Director, realizámos um extenso conjunto de reformas estruturais, designadamente a criação de uma nova arquitectura de órgãos reguladores, nomeadamente, a ANAC, a AMN, a ANTT, a ARCCLA e o INIPAT, que permitem ao Estado focar-se no seu papel de supervisor, regulador, fiscalizador e defensor de uma verdadeira economia de mercado, promovendo uma forte participação do sector privado, porque reguladores fortes fazem sectores fortes”, afirmou.

No final da reunião, Marlena Hurley, responsável pela área de seguro e resseguro do risco político no Departamento de Financiamento Estruturado e Seguro da DFC, disse que “os Estados Unidos querem, em parceria com o Deutsche Bank, identificar oportunidades de investimento em projectos específicos no sector dos transportes em Angola, para além do Corredor do Lobito”, lembrando que a área que tutela “tem capacidade para garantir e minimizar o custo do financiamento de que as empresas precisam, assim como de minimizar o risco político associado ao país por estar coberto pelo seguro correspondente”.

Com Marlena Hurley esteve no encontro Maryam Khosrowshahi, co-responsável pela área de  investimento do Deutsche Bank para África, que sugeriu a realização de encontros em Frankfurt, ainda este ano, entre equipas do Ministério dos Transportes de Angola, investidores privados e responsáveis da instituição financeira a que pertence.