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Alemanha: Crise alimentar leva governo exortar população a armazenar comida para 10 dias

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Governo alemão quer preparar a população para uma eventual crise de abastecimento de alimentação, por isso a ministra do Interior, Nancy Faeser, exortou hoje os cidadãos a fazer um armazenamento de água e alimentos que sirva por dez dias. 

Numa lista divulgada no seu site oficial, a preteção Civil da Alemanha indicou que “existem várias situações de emergência” em que criar um stock de “comida e bebida é útil”, contudo, referiu que criar um abastecimento para o dia-a-dia também pode ser benéfico. Desta forma, deixou vários conselhos para ajudar os alemães a criar um armazenamento de alimentos.

Estes conselhos foram depois destacado pela ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, que sugeriu aos cidadãos que tomassem algumas precauções em caso de crise.

“Pensem, por exemplo, em ataques cibernéticos em infraestruturas críticas”, disse a governante, em declarações ao jornal alemão Handelsblatt.

“Se a energia acabar por um longo período de tempo ou a vida diária for restrita de alguma outra forma, definitivamente faz sentido ter um armazenamento de emergência em casa”, disse.

Após alertar que não é preciso levar “tudo de uma vez” dos supermercados, a ministra afirmou que deve haver comida e bebida em casa para pelo menos dez dias, tal como sugere a Proteção Civil.

“Temos de nos atualizar para lidar com as muitas crises – pandemias, mudanças climáticas, ameaças de guerra”, notou, referindo-se ainda à possibilidade de reativar alguns dos abrigos existentes na Alemanha.

Estes conselhos não foram diretamente ligados pelo Governo à guerra na Alemanha, mas tudo indica que há uma preocupação devido à invasão, nomeadamente por ser claro que o chanceler alemão, Olaf Scholz, teme que haja uma interrupção total do fornecimento de gás russo ao país.

“Em caso de ‘apagão’ ou falta de energia em grande escala, os supermercados e postos de gasolina permanecem fechados. O frigorífico e a arca também falham e, dependendo das condições regionais, não sai água potável da torneira. Um suprimento de alimentos e bebidas ajuda a preencher o tempo até o início da ajuda do governo”, indicou a Proteção Civil.

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