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Economia

Ajuda do FMI credibiliza a economia nacional – Economista Fernando Vunge

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O governo angolano concordou em transformar o Instrumento de Coordenação de Políticas, que tinha estabelecido com o Fundo Monetário Internacional, num Programa Ampliado de Financiamento a dois anos prorrogáveis por mais um. O FMI confirmou ter recebido o pedido do Governo de Angola para o início das discussões do programa económico financiado ao abrigo do programa Extended Fund Facility.

A noticia foi recebida com muito cepticismo no País, com o Presidente da República a ter que pronunciar-se sobre o assunto, garantindo que o pedido feito por Angola nao tem nada a ver com um resgate a exemplo do que se passou com alguns países europeus. Mas ainda assim, o receio é grande.

Para saber mais sobre o assunto, o Correio da Kianda ouviu a opiniao do Economista e Professor Universitário, Fernando Vunge, para quem o Programa de Financiamento que Angola solicitou ao Fundo Monetário Internacional é vantajosa na medida em que o FMI é uma instituição financeira cuja credibilidade é tida em conta para os investidores estrangeiros. Na sua visão, para a concretização em pleno dos programas de coordenação de política-económica (PME anual e a implementação do PND 2o18-2022), obrigará Angola a empreender algumas medidas de transparência e de abertura, de modo a que o FMI possa fazer um diagnóstico real e ajudar naquilo que o Governo deve melhorar.

“O Governo de Angola teve que ajustar os seus programas económicos para adequa-los ao novo contexto, para fazer face à crise económica e financeira, tendo implementado várias medidas com destaque para a Alteração do modelo de crescimento económico que é extremamente dependente do sector petrolífero. Sendo a República de Angola membro de pleno direito do FMI desde 1989, nesta condição tem acesso à todos os programas de financiamento que o FMI disponibiliza aos seus membros que registam desequilíbrios na sua Balança de Pagamento, e é nesta condição que em Abril deste ano, aquando dos Encontros da Privamera promovidos anualmente pelo FMI, Angola solicitou o apoio de assistência técnica através de um programa de Coordenação de Políticas Económicas (Policy Coordination Instrument – PCI), para ajudar na implementaçao das medidas de políticas que constam no Plano de Estabilização Macroeconómica e no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022. Assim sendo, a solicitação feita para beneficiar também da componente financeira recorrendo ao Programa de Financiamento Ampliado (EFF – Extended Fund Facility) de dois anos, e que pode ser estendido em mais um ano, caso se mostre necessário, deve-se pela necessidade de recursos financeiros para alavancar a execução desses programas e a preferência por esse programa do FMI decorre das vantagens que prevê esta modalidade de financiamento comparativamente às praticadas nos mercados internacionais”.

Fernando Vunge incentiva o Governo Angola a prosseguirem com a implementação de medidas conducentes às boas práticas internacionais e seguir as recomendações das organizações internacionais.

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