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Air France-KLM desaba em bolsa após demissão forçada do seu presidente

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As ações da companhia franco-holandesa Air France-KLM desabam hoje na bolsa perante a incerteza gerada pelo anúncio de demissão do seu presidente, Jean-Marc Janaillac, derrotado numa consulta aos trabalhadores que ele próprio organizou para tentar parar uma greve.

As ações da Air France-KLM chegaram a descer 14%, até aos 6,96 euros, às 09.45 locais (07.45 GMT), menos de uma hora depois da abertura da Bolsa de Paris, frente aos 8,096 euros com os quais fechou na sexta-feira passada.

Foi precisamente na sexta-feira, depois do fim da sessão em Paris, quando Janaillac indicou que se ia demitir após o revés que recebeu numa consulta aos funcioários, com a qual tinha ‘saltado’ por cima dos sindicatos.

O responsável executivo tinha proposto um aumento salarial de 2% este ano e de 5% suplementar de forma gradual nos três seguintes, confiando em que a posição dos sindicatos (que reivindicam uma maior subida) a favor da greve não era maioritária. Mas a sua proposta foi derrotada por 55,44% dos votos contra, com uma participação elevada, de 80,33%.

Os sindicatos da Air France convocaram para hoje a décima quarta jornada de greve desde que iniciaram o protesto no final de fevereiro, que obrigou à supressão de algo mais de 15% do programa de voos, o que afeta sobretudo as rotas europeias e interiores. Amanhã está prevista um novo dia de interrupções.

Essas interrupções já lhe custaram pelo menos 300 milhões de euros em termos de resultado de exploração, segundo a empresa, que no primeiro trimestre teve perdas de 269 milhões de euros.

O ministro francês de Economia, Bruno Le Maire (o Estado é o primeiro acionista da Air France-KLM, com 14% da capital), lançou ontem uma advertência aos grevistas, assinalando que não vai assumir a dívida da companhia.

Le Maire considerou que as reivindicações de aumentos de salários, sobretudo levando em conta o nível de remuneração dos pilotos, são “injustificadas”.

Além disso, insistiu que o futuro da companhia aérea “está em jogo” e que “se Air France não faz os esforços de competitividade necessária, desaparecerá”,

A substituição de Janaillac deve formalizar-se no próximo dia 15, quando está programada a junta de acionistas do grupo.

 

EFE

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