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Politica

“Agricultura familiar resolve muitos problemas” – Celso Malavoloneke

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O comunicólogo e professor universitário Celso Malavoloneke disse esta segunda-feira, 02, que a situação socioeconómica das famílias angolanas está “cada vez mais apertada” e defende a criação urgente de políticas para travar a fome e a pobreza.

Malavoloneke, que falava durante o programa “Ponto e Vírgula”, destacou a necessidade do presidente João Lourenço identificar rapidamente os sectores prioritários que precisam de pronta intervenção.

“Não podemos ignorar que as condições de vida hoje são mais difíceis do que as de 2017, mas quando analisamos o programa do Governo a aquele que o MPLA submeteu às urnas, tem todas as condições para que tenhamos uma situação melhor do que hoje. A fome não espera, a fome não é um factor negociável, é algo que deve ser eliminada”, salientou.

Quanto ao Plano Nacional de Desenvolvimento apresentado pelo Governo, Celso Malavoloneke lembrou que qualquer programa, deve sempre ter reflexo na vida dos cidadãos.

“Seja o que for que nós vamos fazer, tem que ter como elemento central a pessoa, os angolanos, as famílias. Seja o que for que vamos fazer, tem que dar de comer a quem não tem alimentos agora, ainda que isso signifique voltarmos a distribuição alimentar ou mesmo gratuitos”, referiu.

O também membro do Comité Central do MPLA defende aposta forte na agricultura familiar para mitigar a carência de alimentos que se assiste nos últimos dias.

“A agricultura familiar resolve muitos problemas, primeiro mata a fome das pessoas, as pessoas produzem comida, segundo dá trabalho às pessoas. A juventude já não vai andar na delinquência. Terceiro prende as pessoas nas áreas rurais, não vão sair das suas zonas para Luanda, e rende recursos para o Estado”, defendeu.

O Ponto e Vírgula (PV) é um programa de entrevistas com figuras que têm se destacado nos mais variados domínios da vida sociopolítica e cultural. É transmitido às segundas e quartas-feiras, às 18h, com reposição às terças e quintas-feiras, às 20 horas, na Rádio Correio da Kianda.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.