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Sociedade

Agentes de segurança das escolas públicas anunciam greve por tempo indeterminado 

António Cassoma

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O Sindicato de Trabalhadores de Auto-protecção das Escolas Públicas anunciou, nesta quarta-feira, 31, que entrarão em greve, a partir do próximo mês de Maio, por tempo indeterminado, caso o Governo da Província de Luanda não atenda as preocupações propostos no caderno reivindicativo.

Os agentes de segurança das escolas públicas reivindicam “melhores condições de trabalho, fim dos descontos irregulares para funcionários da segurança, actualização e promoção dos cargos de chefias, subsídio de alimentação, reforma por idade, cumprimento da carga horária e a realização de novo concurso público”.

O secretário-geral do Sindicato de Trabalhadores de Auto-protecção das Escolas Públicas, António Dumbo, informou que enviaram um memorando de negociação ao Governo da Província de Luanda, há quase um ano, mas que até o momento não houve nenhuma resposta. Segundo o sindicalista, os agentes de segurança e protecção das escolas estatais dão uma moratória de um mês antes de entrarem em greve geral.

“Os agentes de protecção fixam nos termos do artigo 2, número 9, da lei número 23/91 de 15 de Junho, o prazo de trinta dias para que se estabeleça acordo entre as partes. Na falta de acordo, o colectivo de funcionários será obrigado a decidir greve a nível de todas as escolas da província de Luanda”, disse o secretário geral do sindicato.

O sindicalista realçou também que os agentes de protecção das escolas públicas passam por diversas dificuldades, desde a retirada de subsídios de alimentação, subsídios de turno e noturno, desde 2002, pelos ministérios da Educação e das Finanças, razão pela qual os agentes escolares têm passado necessidades e mendigado aos vizinhos próximos dos seus postos de trabalhos.

Pumba João Capemba, agente de segurança e protecção de uma das escolas em Cacuaco, disse que a situação dos funcionários de segurança das escolas públicas naquele município é péssima, e que deveriam ter melhor tratamento por serem estes, “espelho das escolas”.

Por sua vez, Francisco José, vindo do município do Cazenga, afirmou que os seguranças das escolas públicas não têm sido valorizados: “nós passamos fome e sede”, disse e acrescenta que ficam 48 horas para controlar um estabelecimento escolar de 25 salas de aulas, “só uma pessoa. Precisamos que nos respeitem”, frisou.

Já José Horácio, segurança de uma escola em Viana, disse que se deparam “com vários problemas no município de Viana, propriamente de poucos efectivos nas escolas, “sem alimentação, sem condições nenhuma e as direcções das escolas quase não se responsabilizam em nada, até para comer a pessoa tem de vir com a sua comida da sua própria casa”.

Horácio destacou também a questão dos salários, que entende que são miseráveis, mesmo já sendo pouco ainda tem sido descontados sem nenhuma explicação plausível pela direcção dos recursos humanos da direcção provincial ou municipais. Por outro lado, os homens que garantem a segurança nas escolas apelam maior reconhecimento nesta classe.

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