África
África Subsaariana lidera ranking global do terrorismo, segundo Índice Global de 2026
A África Subsaariana continua a ser a região mais afectada pelo terrorismo no mundo, com seis países entre os dez mais impactados no Índice Global do Terrorismo 2026, divulgado pelo Institute for Economics and Peace e citado pela BBC. O relatório conclui que o continente africano permanece como o principal epicentro da actividade terrorista a nível mundial.
De acordo com o estudo, o ranking é liderado pelo Paquistão, seguido por vários países africanos, com destaque para Burkina Faso, Níger, Nigéria, Mali, Somália e República Democrática do Congo, que figuram entre os mais afectados. Completam o top-10 a Síria, a Colômbia e Israel.
Segundo o relatório, o Paquistão registou 1.139 mortes e 1.045 incidentes terroristas em 2025, o número mais elevado desde 2013. Já o Burkina Faso continua a ser um dos países mais atingidos, com aumento significativo de mortes apesar da redução do número de ataques.
A Nigéria, país mais populoso de África, surge entre os primeiros lugares do índice, com 171 incidentes, 750 mortos, 243 feridos e dezenas de reféns registados no período analisado.
O relatório indica ainda que o grupo extremista Estado Islâmico e as suas filiais continuam a ser a organização terrorista mais letal do mundo, responsável por cerca de 17% dos ataques globais, com operações activas em mais de 20 países, sobretudo na Síria e na República Democrática do Congo.
Outro grupo em crescimento é o Tehrik-e-Taliban Pakistan, que registou aumento significativo no número de mortes atribuídas às suas acções, principalmente no Paquistão.
O índice refere também que, embora o Sahel continue a concentrar a maior parte da violência, algumas regiões da África Subsaariana fora dessa zona registaram redução de mortes para níveis mais baixos desde 2016. Por outro lado, os ataques terroristas aumentaram no Ocidente, com subida de cerca de 63%, incluindo vários países da Europa entre os 50 mais afectados.
O Índice Global do Terrorismo é publicado anualmente pelo Institute for Economics and Peace e avalia o impacto do terrorismo com base no número de incidentes, mortes, feridos e reféns registados em cada país.
