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África do Sul: Ramaphosa entrega doze ministérios à oposição

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O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou ontem a composição do novo Governo, que entrega doze ministérios à oposição, após duras negociações no seio da coligação formada na sequência dos resultados das legislativas de 29 de Maio.

Dos 32 ministérios, o Congresso Nacional Africano (ANC), que governa o país desde o fim do apartheid, mas que perdeu pela primeira vez a maioria absoluta no parlamento em 30 anos de poder ininterrupto, mantém a parte de ‘leão’ com vinte postos, incluindo Finanças, Energia, Negócios Estrangeiros, Polícia e Justiça.

O líder do principal partido da oposição, a Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), John Steenhuisen, 48 anos, entrou para o Governo como ministro da Agricultura.

O seu partido detém seis pastas, incluindo o Ambiente, Assuntos Internos e Obras Públicas, Educação e Comunicações.

O chefe de Estado, de 71 anos, foi empossado na semana passada para um segundo mandato de cinco anos.

A prioridade do novo governo será restaurar o “rápido crescimento económico” da principal potência industrial africana e “a criação de uma sociedade mais justa, combatendo a pobreza, a desigualdade e o desemprego”, sublinhou o Presidente sul-africano.

Este governo foi composto de forma a que “todos os partidos possam participar de forma significativa no executivo”, continuou.

A África do Sul só foi liderada por um governo de coligação uma vez, durante as circunstâncias excepcionais da transição democrática, após o fim do regime do apartheid, com Nelson Mandela como presidente e Frederik de Klerk como vice-Presidente.