Connect with us

Destaque

África do Sul: Jacob Zuma tenta sobreviver a uma moção de censura

Published

on

Na quarta-feira, na festa em que celebrou 75 anos, Jacob Zuma disse aos seus convidados que não está agarrado à presidência da África do Sul. Enquanto a festa decorria, dezenas de milhares de pessoas juntaram-se em Pretória para exigir a sua demissão e do seu Governo. Mas o Presidente resiste e, esta quinta-feira, deixou claro que vai combater para minimizar o efeito de uma moção de censura que deverá ser votada no Parlamento nas próximas semanas.

A moção de censura, uma iniciativa do Movimento de Unidade Democrática (oposição), esteve marcada para 18 de Abril, mas a votação foi adiada para que o Tribunal Constitucional possa decidir se os deputados podem ou não usar o voto secreto, como quer a oposição. Zuma, nos argumentos que mandou para o Tribunal, argumentou que “não há nada na Constituição que diga que um chefe de Estado deva ser eleito ou derrubado por voto secreto”.

Teoricamente, a moção de censura pode interromper o mandato de Zuma, que termina em 2019. Mas os analistas dizem que este resultado é improvável — sobretudo se não houver votação secreta —, ainda que as perspectivas a longo prazo para o ANC parecem piorar. O partido está dividido sobre o que fazer em relação a Zuma.

Colunistas