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África do Sul: conheça John Steenhuisen o político que tira o sono ao ANC

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Entrou para a vida política aos 22 anos de idade e é hoje o líder do maior partido na oposição, a Aliança Democrática, uma organização política de maioria branca, e cujas sondagens elevam suas representações parlamentares.

Natural de Durban, John Steenhuisen nasceu a 25 de Março de 1976, precisamente um mês depois de, na Europa, Portugal ter reconhecido a independência de Angola, sua antiga colónia.

Na África do Sul, ainda reinava o Apartheid, o regime de segregação racial, uma situação que talvez não o tenha tenha afectado directamente, tendo em conta a sua condição racial.

Entretanto, é um líder político que tem conseguido penetrar nas zonas dominadas por negros, face à sua postura e discursos contra a pobreza, desigualdade social, e a corrupção, fenómenos que nos últimos tempos têm marcado a governação do Congresso Nacional Africano (ANC).

E é essa facilidade de penetração no seio da classe pobre, maioritariamente negros, que preocupa o ANC liderado por Cyril Ramaphosa, um antigo protegido de Nelson Mandela, o líder histórico.

Fazendo fé nos seus dados biográficos, conclui-se que John Steenhuisen ascendeu dentro do partido Aliança Democrática (DA) de forma meritória, tendo seguido os passos normais para se chegar no topo do partido.

Entrou para a vida política aos 22 anos de idade e é hoje, desde 2020, presidente da DA, cujas sondagens elevam suas representações parlamentares.

Antes de Novembro daquele ano, John Steenhuisen serviu como presidente interino por um ano, entre Novembro de 2019 e Novembro de 2020. Foi líder de bancada parlamentar da DA. Antes disso, foi vereador do recém-formado município Metropolitano de eThekwini, nas eleições municipais daquele ano.

Foi igualmente nomeado líder da convenção política da AD em 2006, tendo após as eleições de 2009, se tornado membro da Legislatura de KwaZulu-Natal e foi nomeado líder da convenção política do AD.

Pouco tempo depois, Steenhuisen foi eleito líder provincial do partido em KwaZulu-Natal, cargo que ocupou até renunciar em Outubro de 2010, em meio a um caso extraconjugal.

Vale referir que o mesmo ingressou à Assembleia Nacional em Julho de 2011, e tornou-se ministro-sombra da Governação Cooperativa e dos Assuntos Tradicionais em 2012.