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África do Sul abre inquérito para apurar denúncias de que estaria a ceder armas à Rússia

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O Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (Dirco) da África do Sul denunciou o embaixador dos Estados Unidos na África do Sul, Reuben E. Brigety, e expressou o total descontentamento do governo sul-africano com a sua conduta e declarações feitas esta semana, alegando que a África do Sul vendeu armas para a Rússia.

Segundo o comunicado enviado ao Correio da Kianda, a Dirco considera esse comportamento do embaixador dos EUA na África do Sul “intrigante e em desacordo com o relacionamento mutuamente benéfico e cordial que existe entre os Estados Unidos da América e a África do Sul”, lê-se.

Após a reunião desta sexta-feira, 12, o embaixador Reuben E. Brigety admitiu que “passou dos limites e pediu desculpas sem reservas ao governo e ao povo da África do Sul”.

Ainda segundo a nota, a África do Sul é conhecida mundialmente por ter um dos processos mais rigorosos na venda de armas para outros países. O processo é administrado pelo Comité Nacional de Controlo de Armas da Convenção (NCACC), que foi criado por meio de uma Lei do Parlamento, da Lei Nacional de Controlo de Armas Convencionais 41 de 2002 (Lei NCAC) e da Constituição.

“O Dirco saúda ainda a decisão do presidente Cyril Ramaphosa de nomear um inquérito independente a ser presidido por um juiz aposentado para investigar as alegações feitas pelo embaixador dos EUA na África do Sul. Este processo permitirá que os factos sejam estabelecidos e que os actores sejam identificados. Qualquer pessoa que infringir a lei enfrentará consequências graves”, diz o comunicado.

“A África do Sul apela à Embaixada dos EUA em Pretória, para usar os canais diplomáticos de comunicação estabelecidos para transmitir quaisquer preocupações ou buscar esclarecimentos sobre quaisquer mal-entendidos que possam surgir no relacionamento bilateral”, finaliza a nota.

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