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África conta com três países no grupo das economias emergentes

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O continente africano passa a contar, a partir de 1 de Janeiro de 2024, com três países africanos no grupo das economias emergentes, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS).

Trata-se de Egipto e da Etiópia, que se juntam à África do Sul, a partir do dia 1° de Janeiro do próximo ano.

Além dos países africanos, a cimeira, que termina hoje, na cidade sul-africana de Joanesburgo, incluiu ainda a Argentina, do continente sul-americano, e três novos países do continente asiático, nomeadamente o Irão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, totalizando assim, 12 países, depois de 12 anos de existência.

Em termos financeiros, o grupo das economias emergentes representa 30% no PIB da economia global, com um total de 30,76 trilhões de dólares.

A China tem o maior PIB entre os países que compõe o grupo, com 19,37 trilhões de dólares, seguido pela Índia co. 3,74 trilhões de dólares, Brasil (2,08 trilhões de dólares), e a Rússia, que tem 2,06 trilhões. O representante do continente africano (África do Sul), possui, à data, o PIB de 399 bilhões de dólares, o mais baixo, entre os membros fundadores.

A Arábia Saudita tem o maior PIB entre os recém-admitidos (1,06 trilhão de dólares.

O novo membro do continente sul-americano (Argentina) apresenta-se com um PIB de 641 bilhões, a seguir vem os Emirados Árabes Unidos com 499 bilhões, o Egipto com 387 bilhões e o Irão com 367 bilhões de dólares americanos.

Início da cúpula, um total de 23 países se candidataram para integrar o grupo, nomeadamente, a Argélia, Argentina, Arábia Saudita, Bangladesh, Bahrein, Belarus, Bolívia, Cuba, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Honduras, Indonésia, Irã, Cazaquistão, Kuwait, Marrocos, Nigéria, Palestina, Senegal, Tailândia, Venezuela e Vietname.

Conforme noticiou o Correio da Kianda, na manhã desta quinta-feira, a entrada da Etiópia surprendeu a todos, pois o que reunia maior consenso para a adesão era a Indonésia, que entretanto, acabou por desistir a última hora.

A cúpula termina nesta quinta-feira. No encontro participam os presidentes do Brasil, Índia, China e da África do Sul, ao passo que Wladimir Putin, da Rússia, é o grande ausente, por ter preferido enviar seu representante. A decisão do presidente russo, de não participar da cúpula, deve-se ao facto de temer captura por causa de um mandado Internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional, que o acusa de crimes de guerra na Ucrânia.