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Politica

Afinal, Manuel Vicente esteve ou não em Portugal?

Manuel Vicente, ex-vice-presidente da República e um dos protagonistas da Operação Fizz, alegadamente esteve em Portugal. O Ministério Público de Portugal emitiu um mandado de captura com base em supostas informações da PSP, que prefere não comentar a situação. A defesa de Manuel Vicente nega a sua presença em Portugal.

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Manuel Vicente, ex-vice-presidente da República e o principal visado da Operação Fizz, esteve ou não em Portugal no passado fim de semana? Eis a questão. A PSP (Policia de Segurança Pública) supostamente terá indicado que sim; mas a defesa do também ex-presidente da Sonangol nega. A polémica está instalada.

Este domingo chegavam a público informações que davam conta de que, com base em informações da PSP, estaria em Portugal Manuel Vicente, acusado de corrupção ativa, branqueamento de capitais, violação de segredo de justiça e falsificação de documentos.

A Polícia de Segurança Pública de Portugal escusou-se a prestar declarações sobre o tema, dado “que o assunto está em segredo de justiça”.

Os advogados, que afirmam terem sabido do mandado de detenção pela comunicação social, estranham também que o momento desta iniciativa do MP coincida “com a concentração do tribunal e da atenção mediática na análise dos factos e das versões dos arguidos que têm estado a depor” no julgamento que decorre em Lisboa, bem como das “provas apresentadas”, “vicissitudes da investigação” e “interrogações e perplexidades” que as mesmas suscitam.

Os advogados de Manuel Vicente dizem ainda estranhar a “(in)oportunidade processual desta iniciativa do MP, quando o processo separado não está ainda sequer constituído, nem numerado e autuado (…) e mais ainda quando se encontra por apreciar em toda a sua extensão e nas suas várias implicações a resposta recente da República de Angola à carta rogatória expedida a 27 de novembro”.

No primeiro dia do julgamento da Operação Fizz, a 25 de janeiro, foi determinado pelo coletivo de juízes separar o processo que envolve Manuel Vicente, acusado de corrupção ativa e branqueamento de capitais, do outro caso que está a ser julgado e que tem como principal arguido o ex-procurador Orlando Figueira, acusado de ter sido corrompido pelo antigo vice-presidente angolano, para que arquivasse inquéritos em que este era visado.

Segundo a defesa de Manuel Vicente, encontra-se também por decidir a posterior tramitação processual no processo separado a constituir, além de também estarem pendentes recursos sobre matérias relevantes em tribunais superiores.

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