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Politica

Advogado abre processo contra Estado para indemnização das vitimas do massacre de Cafunfo

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O advogado e responsável do escritório de advogados que defendeu os 24 cidadãos acusados de rebelião e associação criminosa, após uma tentativa da manifestação frustrada no dia 30 de Janeiro de 2021, na vila mineira de Cafunfo, na província da Lunsa-Norte, deu a conhecer neste fim-de-semana, que vai abrir um processo crime contra órgãos de Estado e alguns oficiais para indemnização das vitimas e dos que foram julgados e postos em liberdade por falta de provas.

Zola Ferreira Bambi que falava em conferencia de imprensa, disse qua não houve rebelião armada, mas sim, uma intenção de manifestação que foi frustrada pelas autoridades. O advogado realçou que o Ministério Pública absteve-se deste processo sobre intenção de rebelião e tentativa de dividir o país.

Causídico sublinho que ouve intenção de manipulação e de criar factos na fabricação de processo crime, tendo enfatizado que os ofendidos vão reclamar a reparação da justiça.

“para o conhecimento dos familiares das vitimas e pessoas envolvidas, está tudo preparado para que se possa responsabilizar civil e criminalmente o Estado angolano bem como, as pessoas envolvidas directamente”, disse.

Zola Bambi fala de reparação de danos morais, indeminizacao e processo crime contra aquelas pessoas que agiram directa e deliberadamente contra as vitimas do infeliz acontecimento de Cafunfo.

Sem avançar nomes, o jurisconsulto, fala de oficiais ligados ao Ministério do Interior e pessoas ligados ao governo local. Apesar do receio do andamento do processo, mas mantém confiante num desfecho favorável as vitimas.

Segundo Observatório para Coesão Social e Justiça, organização que disponibilizou a defesa jurídica dos 24 cidadãos acusados pelos crimes de rebelião armada, Ultraje ao Estado, seus símbolos e órgãos e associação criminosa, um ano depois, a um número indeterminado de cidadoas desaparecidos entre eles a população civil com medo de perseguição política.

Recorda-se, que de acordo os dados do governo foram mortos seis cidadãos e alguns feridos, informação negada pela ONG, que avança que foram cerca de cem mortos, 28 sobreviventes e feridos e vários desaparecidos.