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Sociedade

ADRA promove marcha pelo fim da violência contra a mulher

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A Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) promoveu, nesta terça, 6, em Luanda, uma marcha de repúdio à violência contra a mulher, com objectivo de chamar atenção a sociedade sobre os diferentes tipos de violência neste género.

A directora da ADRA – Antena Benguela, Cecília Kitombe, disse ao Correio da Kianda que a motivação da realização da marcha tem a ver com o nível elevado de violência doméstica que se tem registado na nossa sociedade.

“O índice elevado de violência nas famílias, sobretudo, em mulheres e crianças, foi o que motivou a ADRA em realizar esta marcha, como sabe, o número de homem a fugir a paternidade é enorme no nosso país e isso preocupa-nos”, lamentou

Cecília Kitombe disse ainda que “trabalhamos com mulheres e homens e qualquer problema que afecta esses seres humanos preocupa a ADRA e por isso elevamos a nossa voz em prol de todas as comunidades e elas também estão aqui para juntos gritarmos não a violência, não a qualquer forma de intimidação as mulheres e as crianças , porque nós queremos uma angola melhor para cada um de seus filhos”, disse.

Por seu turno, Daniela Vietas, representante da ONG Mosaico, disse que a marcha “representa mais uma ferramenta de luta e advocacia contra todas as formas de violências baseada no género”. A sctivista acrescentou dizendo que “o combate à violência é responsabilidade de todos nós, ganharmos coragem de denunciar e tomar conta de nós mesmos para não nos tornarmos agressores ou agressoras, pois ninguém está livre disto”, frisou.

Para Ana Maria Kalombe, coordenadora da ONG Plataforma de Mulheres em Acção (PMA), a marcha é deveras importante, pois a violência doméstica tem devastado inúmeras mulheres, deixando crianças órfãos e desestruturando famílias.

“O pós covid trouxe muitas situações de violências. Casos extremos que é necessário não nos calarmos e nós mulheres sairmos às ruas e gritar apelando pelos nossos direitos, a fim de o governo ouvir a nossa voz e dar um basta a isto, implementando políticas públicas concretas sobre violência doméstica”, disse.

Participaram da marcha mais de cem pessoas incluindo mulheres e homens de diversas organizações da sociedade civil. O acto teve início na Paróquia Cónego Manuel das Neves, no São Paulo, num percurso de sensivelmente 1km. O evento está enquadrado na conferência nacional OGE na perspectiva do género.

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