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Politica

Administrador do Sequele desmente rumor de existência de casos de diarreia por causa do lixo 

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O administrador do Distrito Urbano do Sequele, Francisco Chipilica, afirmou, nesta segunda-feira, 15, ao Correio da Kianda, que não é verdadeiro o relato que tem circulado nas redes sociais de que 1686 pessoas teriam dado entrada no Hospital Distrital, entre os dias 1 e 11 do corrente mês, por diarreia aguda devido a uma contaminação causada pelos elevados amontoados de lixo naquela centralidade do município de Cacuaco.

O governante esclarece ao nosso jornal que a informação sobre um possível problema de mais de mil pacientes com diarreia, não é verdadeira. “Não há nenhum caso que deu entrada no hospital  relacionada a qualquer surto de gastroenterite provocado pelo lixo”, defendeu.

Francisco Chipilica fez saber que, de acordo com a informação passada pela direcção do Hospital, no período entre 1 e 11 de Março, foram atendidos cerca de 276 pacientes com diversas doenças, que não estão relacionadas com os amontoados de lixo naquela centralidade.

“Foram 276 pacientes atendidos e divididos em 91 pacientes com malária, doença respiratória aguda foram 70 pacientes e a diarreia foram 52 pacientes e outros foram as demais doenças.

“Também é necessário ter em conta que o centro hospitalar do Sequele não recebe simplesmente os moradores do distrito”, segundo o responsável, o hospital do Sequele, recebe pacientes vindos dos diferentes pontos de Luanda.”Nós temos pacientes vindo de Viana, e demais distritos e comunas do município de Cacuaco”, disse o administrador.

Por outro lado, o administrador do distrito do Sequele lamentou o envolvimento do nome da governadora de Luanda, Joana Lina, e acrescentou que o seu distrito não tem problema em questões de processo de recolha de lixo, e que nos próximos tempos, a centralidade do Sequele irá regressar semelhante da época de 2012 quando começou a receber os primeiros habitantes.

Francisco Chipilica avança que alguns destes casos vem dos bairros adjacentes da centralidade, que vão sendo construídos de forma desorganizada, sem o mínimo de condições básicas de saneamento e de habitabilidade que, por consequência, surgem diversas doenças.

Quanto a questão da problemática das ocupações ilegais de terrenos nas zonas adjacentes da centralidade do Sequele, o administrador informou que têm sensibilizado os cidadãos a “não pautarem por esta via”, e garantiu se um cidadão quiser um terreno deve dirigir-se até a administração para obtenção e regularização do mesmo.

Chipilica assegurou que os amontoados de lixo da única centralidade do município mais a norte de Luanda está com os dia contados. “Enquanto aguardamos a resolução deste problema a nível do governo provincial, nós aqui já estamos a trabalhar para que nos próximos dias a centralidade do Sequele volte a ser como antes”.