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Adiamento das eleições leva milhares de manifestantes às ruas do Senegal

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O Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, manifestou hoje preocupação com o adiamento das eleições presidenciais no Senegal, apelando às forças políticas e sociais para que resolvam “qualquer conflito político através de consulta, compreensão e diálogo civilizado”.

De acordo com a nota, Moussa Faki Mahamat também “convida as autoridades nacionais competentes a organizarem as eleições o mais rapidamente possível, com transparência, paz e harmonia nacional”.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou, no sábado, 03, a revogação do decreto que convocava as eleições presidenciais para 25 de Fevereiro, causando um alvoroço e descontentamento por parte dos cidadãos e políticos.

Na sequência desta revogação, o processo eleitoral foi adiado por tempo indeterminado, face a uma polémica levantada em torno da lista final de candidatos.

Perante esta decisão, a oposição convocou protestos para hoje em Dacar, capital do país, e planeia manter a campanha eleitoral conforme projectado, ignorando a decisão de Macky Sall.

Ontem, Aminata Touré, ex-primeira-ministra do Senegal, foi detida quando participava de uma manifestação em Dacar contra o anunciado adiamento das eleições presidências. A informação foi confirmada pelo deputado da oposição Guy Marius Sagna, citado pela agência France-Presse.

Aminata Touré foi primeira-ministra do Senegal de 2013 à 2014, nomeada pelo presidente Macky Sall, de quem chegou a ser próxima, mas que depois se juntou à oposição, participava no protesto contra o adiamento das eleições.