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Activistas questionam encontro com jovens agendado por João Lourenço

António Cassoma

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Várias personalidades do activismo angolano e não só questionam os reais motivos do Presidente da República, João Lourenço, querer reunir com mais de cem jovens de diferentes organizações juvenis da sociedade, no dia 26 deste mês, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.

O activista cívico, Silva Cassinda, residente na província do Huambo, é de opinião que “é de preferência que o Executivo liderado por João Lourenço dedique-se a praticar as promessas eleitorais em vez de ilusoriamente chamar a juventude para falar dos problemas já sabidos por eles e pelo Governo”.

“A juventude quer ver materializar (por em prática) essas promessas para a satisfação colectiva, com maior realce à própria juventude. Os jovens não querem ser ouvidos e no final de tudo fazer uma fotografia de família”, frisou.

Por sua vez, o activista Jonas Mandela, um dos promotores da manifestação do dia 11 de Novembro, em Benguela, considera que o encontro é uma estratégia alcançada pelo regime político para acalmar o ânimo da juventude que reivindica os seus direitos.

Por outro lado, o jovem entende que também é para “limpar a imagem” do seu regime diante da comunidade internacional, porque nestes últimos dias está a receber muitas críticas internacionais com relação à repreensão das marchas, detenções e as mortes dos manifestantes.

Já o cidadão Eliezer Capolo, residente na província do Cuanza Sul, avançou que, neste encontro com o chefe do Executivo, para além do emprego que é o foco das últimas manifestações, deve-se debater sobre a questão do Estado em respeitar e garantir o exercício do direito à manifestação de facto porque, segundo o jovem,  temos uma CRA que garante o exercício do direito à manifestação mas “o Estado-poder não permite”.

O activista cívico e defensor dos direitos humanos no Moxico, Luís Paulo, entende que para que haja inclusão, este diálogo não deve ser simplesmente com os jovens de Luanda, de acordo com o activista, “devemos parar de centralizar as discussões dos problemas do país”.

Para Silva Cassinda Joaquim, o presidente João Lourenço sabe os motivos que levam os jovens a se manifestarem, para se evitar convulsões sociais, é preponderante que os lemas que os activistas usam nas ruas, sejam materializados.

“A realização das autarquias locais em 2021 sem rodeios, reunir imediatamente com as empresas que importam produtos da cesta básica, mesmo que com o desaparecimento do dólar, para que se reduza os altos preços desses produtos e é urgente que o Governo crie políticas para empregabilidade para a juventude, senão, não interessa dialogar enquanto que as promessas eleitorais não foram cumpridas”, frisou.

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