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Politica

Activistas descartam possibilidade de manifestação violenta nos próximos dias 

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O actual contexto político do país está a ser motivos de vários debates em espaços sociais. Actores políticos, sociais e fazedores de opinião vaticinam por um “caos” social devido tensão e pressão política. De entre vários assuntos da semana política, constam o surgimento da Frente Patriótica Unida (FPU), liderada pelo actual presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, coadjuvado pelo coordenador geral do PRA-JA, Abel Epalanga Chivukuvuku, e o presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, e de seguida a noticiada pelos principais órgãos de comunicação social sobre a anulação do XIII Congresso Ordinário da UNITA, realizado em 2019, que elegeu Adalberto Costa Júnior, como presidente.

Nas redes sociais, cidadãos reagiram de forma surpreendente e com promessas de realizarem protestos violentos nos próximos dias, caso venha se confirmar através do acórdão do Tribunal Constitucional a anulação do XIII congresso da UNITA e a possível destituição do seu presidente. Ideia que activistas promotores de manifestações reprovam, afirmando que “não é o momento de se optar pela via da força”.

O músico de intervenção social e activista cívico, Timóteo Miranda, um dos organizadores da última manifestação que exigia a destituição do actual presidente da CNE, disse ao Correio da Kianda, que o momento em que vivemos é crítico, em que a imprensa pública é “fechada e comprada sob uma ideologia política promovendo intrigas, vemos a interdição da criação de novos entes políticos, o combate cerrado à oposição envolvendo meios ilegais, a promoção do preconceito e racismo, as censuras e afunilamento da classe estudantil”, de acordo com jovem, “tudo isso contribui para um estado de saturação psicológico que pode motivar as fortes convulsões sociais”.

Apesar disso, Timóteo Miranda diz que não é o momento de se optar pela via da força, acreditando que, “caso a situação continue e as instituições persistirem em agir ao reboque do regime não tardará”, disse o activista.

O activista Nelson Mucazo, residente na província do Moxico, realçou que o actual contexto político no país, “não precisa de manifestações violentas, mas sim, precisamos uma manifestação pública para obrigar o sistema a recuar das suas brincadeiras”.

O também responsável do movimento político UPA, no Moxico, sublinhou que se “serão violentas, irá depender do comportamento da polícia”, segundo ele, “a policia é que têm tornado as  manifestações violentas, não é a vontade do povo”.

Já o representante do Movimento Revolucionário na província do Bengo e músico Jaime Domingos, “Jaime MC”, acredita que a instabilidade social “é que o partido no poder mais deseja para continuar governar”.

“É isto que o MPLA quer”, disse e acrescenta, o “MPLA pretende excitar a revolta popular para legitimar o banho de sangue e adiar as eleições previstas para 2022”.

Jaime Domingos deixa claro que a juventude actual já “não vai admitir que um grupinho adie o sonho da maioria”, rematou.

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