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Politica

Activistas contra a recandidatura de Lucas Ngonda à presidência da FNLA

António Cassoma

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Os activistas políticos reagiram contra a recente declaração de Lucas Ngonda à imprensa, durante formalização da sua recandidatura à liderança da FNLA, quando o político, de mais de 80 anos, disse que “concorre à sua própria sucessão por vontade da sociedade civil que o aconselhou a avançar para mais um mandato”.

Na ocasião, o actual presidente da FNLA disse ainda que a possível continuidade na direcção do partido fundado pelo nacionalista Holden Roberto, “representa não só estabilidade política e coesão entre irmãos, mas também serve para preparar uma transição segura”.

“Nenhuma sociedade civil quer ver um impotente e louco como Lucas Ngonda na liderança da FNLA, um partido histórico do nosso país. A FNLA de hoje transformou-se num ganha pão do Lucas Ngonda e uns poucos bandidos à volta do homem do MPLA”, criticou o activista Dito Dali.

Dito Dali, que é promotor de várias manifestações realizadas nos últimos meses em Luanda, acusa o líder dos “irmãos” de estar a cumprir uma agenda do partido no poder, MPLA:  “Lucas Ngonda representa os interesses do MPLA e foi o MPLA quem impôs a ele presidir a FNLA contra as vontades dos militantes que estavam (apoiantes do legítimo presidente) com o velho Ngola Kabango, afastado compulsivamente pelo Tribunal Constitucional por orientações do MPLA”, acusa.

Para o líder da Plataforma de Intervenção do Kilamba Kiaxi (PIKK), uma das organizações da sociedade civil do Movimento pelas Autarquias, Donito Carlos, a pretensão da recandidatura de Lucas Ngonda é  “prova de que os senhores das independência não têm e nunca tiveram amor por este país”.

O também conhecido por Kaculo Kabaça é de opinião que “em África, particularmente em Angola, os mais velhos venderam as suas almas para se perpectuarem no poder político governamental ou partidário”, disse e acrescenta que “o país não vai desenvolver com mais velhos desta forma, precisamos mudar, para que a nossa sociedade mude”, finalizou.

Já o activista José Albano Kapinala, disse que “aconselharia o actual presidente da FNLA em não mais candidatar-se, até porque a FNLA, regrediu mais do que outra coisa”. E sublinha que “se os militantes do mesmo partido acharem que ele serve, que assim o façam, até porque não há limites para ser presidente de nenhum partido político”.

De realçar que Lucas Ngonda liderou uma das duas facções da Frente de Libertação Nacional de Angola (FNLA), desde o surgimento da divisão, em Fevereiro de 1999. Já foi porta-voz da FNLA, e actualmente é presidente da FNLA e único deputado eleito nas últimas eleições realizadas em 2017.

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