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Activista destaca divisão nos grupos “Revus” em 2021 e antevê surgimento de novos actores em 2022

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Activista político e cívico Donitos Carlos vulgarmente conhecido por “Kaculo Kabaça”, formado em história e comentador de assuntos político e social em diversos órgãos de comunicação social, fez uma resenha ao Correio da Kianda, daquilo que foi o desempenho do activismo político e revolucionário em 2021, e a antevisão daquilo que pode a vir a ser o ano de 2022, neste movimento contestatório.

Kaculo Kabaça começou por dizer, que o ano de 2022, para auto proclamado movimento revolucionário, será um ano decisivo. Pois, para também professor, infelizmente o activismo angolano, a partir de 2020-2021,  sofreu fragmentação.

“Os ativistas dividiram-se em grupos, e vontades, fazendo com que não conseguissem atingir os seus objetivos, que é de pressionar o sistema a tomar decisões acertadas a favor do povo”, disse.

O antigo líder da Plataforma de Intervenção do Kilamba Kiaxe (PIKK), avançou que para 2022, antevê dois cenários, nomeadamente “a ausência de antigos activistas e a emergência de novos actores cívicos”.

Para que haja alternância é preciso unir-se pela mesma causa, afirma o activista.

“Precisamos ter união entre os activistas e fortificar a luta cívica. Se este último, vir a acontecer, ali o próprio regime há de ver o poder a dançar no fio, caso contrário, então, mesmo a tão apregoada alternância, não acontecerá”, alertou.

“Kaculo Kabaça”, prossegue dizendo mesmo, que “os partidos políticos na oposição especificamente a FPU só têm a força que têm, em função do avanço que a sociedade civil tem dado a estes, daí que sem estes “REVÚs” que jogam como tubo de escape dos políticos na oposição, esqueçamos a alternância”.

“E esta união entre os Activistas, vai servir como escudo para travar as várias manobras do regime, como a compra de consciência, o sequestro a estes e etc”.

Havendo união entre os Activistas haverá rumo e uma luz no fundo do túnel da alternância.

´Para finalizar, “Kaculo Kabaça”, afirma que a falta de uma agenda de actuação por parte de alguns activistas ou grupos tem fragilizado o movimento.

“Precisamos entender que a união entre os Activistas passa essencialmente por aqueles actores muito fortes desta franja social, mormente, os então integrantes do “movimento jovens pelas Autarquias” Estes que se desalinharam a quase dois anos, tendo dado espaço grupos sem uma agenda cívica coesa”.

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