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Académicos pedem mudanças estruturais no subsistema de ensino superior

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Alguns académicos manifestaram esta quinta-feira, na rádio Correio da Kianda, o desejo de observarem mudanças estruturais significativas a nível do subsistema de ensino superior em Angola.

Os universitários entendem que o sector em causa ainda apresenta inúmeras debilidades, sobretudo no que diz respeito a produção científica e ao “quase abandono” dos trabalhos de monografia pelas próprias instituições de ensino.

Para o académico e líder juvenil, Alberto Cavuvi, o ensino precisa dar resposta ao princípio dialéctico da cientificidade, segundo o qual, o conhecimento científico não é estático nem absoluto, mas constrói-se por meio das ideias. Neste contexto, Alberto apela ao incentivo da relação dinámica entre a teoria e prática nas Universidades locais.

Alberto Cavuvi defende uma estrutura universitária funcional em Angola, que se revele capaz, dentre outros objectivos, de oferecer soluções para os problemas sociais, servindo-se de consultoria para vários assuntos políticos.

O mesmo critica ainda desvalorização dada a classe académica e aos académicos que se mostrem sem filiação partidária, o que, na sua visão, retarda o desenvolvimento social.

Ainda sobre o assunto, o sociólogo Agostinho Paulo disse recentemente ao Correio da Kianda que a “quase inexistência” de pesquisadores autênticos, motivada pela desvalorização da cientificidade no país, é um assunto que deve estar no cerne das preocupações de qualquer Executivo comprometido com o desenvolvimento social.

Agostinho Paulo entende que o Executivo, através do Ministério do Ensino Superior deve, em colaboração com as Universidades, promover e apostar na cientificidade.

Somente por essa via, continua o também comentador residente do Correio da Kianda, será possível maximizar os níveis e resultados de pesquisas por formas a ajudar a resolver os problemas sociais.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Luís Belchior

    04/01/2026 em 7:26 am

    Outra questão que o Ministério precisa rever, é a uniformização dos planos curriculares. Há discrepância entre planos curriculares de diferentes instituições de ensino superior mas que ministram mesmo curso.

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