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Acabou a arrogância?

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Já foram dois vídeos e uma fotografia.

Governador de Luanda Adriano Mendes de Carvalho conversa com cidadãos na entrada de um hospital, mobiliza um com conversa mansa chegando mesmo a dizer que precisaria da ajuda dele para governar melhor a Capital. Na passada, bate boca com outro cidadão que também queria participar da conversa, intrometido. O governante chega a ficar trombudo, mostra que é de Catete e não leva desaforo para casa, apela ao rapaz intrometido que da próxima vez chegue mais cedo. No vídeo, o novo Governador de Luanda aparece com um traje informal, meio desprovido dos habituais seguranças e colaboradores principais.

Numa leitura rápida aos jornais publicados nesta quarta-feira (11.10.2017), leio que vendedores dos pequenos mercados dos bairros periféricos da cidade do Luena, província do Moxico, tiveram ontem, um diálogo “franco e aberto” com o novo governador provincial, Gonçalves Muandumba, durante uma visita de campo.

No watsapp vejo fotografias cujas legendas indicam que o novo governador do Uíge, Mpinda Simão elegeu como primeiro trabalho fora do seu gabinete, uma visita as instalações dos comités provinciais dos partidos UNITA e CASA-CE, com direito a conversa com os respectivos responsáveis.

Antes disso já tinha visto João Baptista Kussumua, governador do Huambo, a andar de Kupapata ou a conversar de forma descontraída com cidadãos. 

Será que a arrogância acabou? Quanto tempo vai durar tanta simpatia?

Difícil adivinhar a resposta.

Mas se for para continuar, essa aproximação ao povo, pode resultar num quebrar de barreiras, impostas por tanto tempo de governação não participativa. 

Minha percepção da política doméstica é pequena.  Mas muita gente concorda que das eleições de 23 de Agosto, o cidadão além de ter ganho um novo Presidente, Vice Presidente, alguns Ministros e Governadores novos, ganhou também o respeito dos políticos. Mas atenção: tal como escreveu o jornalista Jorge Madeira, no seu mural de facebook, noticiar que o governador X ou Y foi recebido pela autoridade tradicional que lhe ungiu de sapiência para corrigir o que está mal, não é o melhor caminho. O tempo é de noticiar trabalho.

Mãos a obra!

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