Connect with us

Politica

“A Paz é a maior conquista do povo angolano”

Manuel Camalata

Published

on

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, afirmou hoje, em Cabinda, que depois da independência, em 1975, a Paz é a maior conquista do povo angolano, quando presidia o acto central das comemorações do 19º aniversário desde o alcance da paz em 2002, depois de 27 anos de guerra civil. Angola – Paz, Unidade Nacional e Democracia é o lema das celebrações, em 2021, do Dia da Paz.

“Depois da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, a Paz é, certamente, a maior conquista do povo angolano. E quis o destino que calhasse logo num domingo de Páscoa, um dia abençoado que é duplamente celebrado pela maioria dos angolanos.   Dezanove anos atrás, num dia como hoje, irmãos outrora desavindos, puderam enfim, apertar as mãos e abraçar-se, dando a Angola e aos angolanos uma nova oportunidade de vida.  Não se apagam da memória colectiva, o gesto de magnanimidade do Presidente Dos Santos que se seguiu ao fim do conflito, bem como as imagens da assinatura do acordo de Paz definitiva, nas instalações da Assembleia Nacional, na presença dos representantes dos vários sectores da vida angolana, de países estrangeiros e de organizações internacionais” afirmou.

Bornito de Sousa disse, no seu discurso, que depois de várias tentativas e acordos falhados, 2002 tornou-se num marco da história politica de Angola, por ter encerrado “uma das mais longas guerras fratricidas de que o mundo tem memória”, e que 2006 foi o ano que testemunhou a assinatura de um Memorando de Entendimento, na cidade de Moçâmedes, Província do Namibe, estruturado para atender a especificidades da Província de Cabinda.

Referiu ainda que “depois de longos anos de destruição de vidas e de infra-estruturas económicas e sociais, e do desvio de milhares de jovens, da promoção da construção e desenvolvimento de Angola, hoje os angolanos valorizam, mais do que ninguém, os benefícios da Paz e da estabilidade política e social”, tendo considerado que “Defender a Paz e a Unidade Nacional é a maior homenagem que podemos fazer aos milhares de jovens que deram das suas vidas, sangue e suor por uma Angola una e indivisível, independente e soberana”.

Para ele, o alcance da paz, em 2002, resultou do empenho, esforço e sacrifício do povo angolano. Por esta razão defendeu a necesidade de o país “ser capazes de resistir à tentação de privilegiar as coisas fáceis, o imediatismo e a lei do menor esforço”.

O Vice-Presidente da República considerou a fé, a força e a coragem, como elementos essenciais para o alcance de todos os objectivos comuns.

“Sabemos o que custou a liberdade. Sabemos o que custou a paz e a estabilidade que hoje desfrutamos.   A paz, a estabilidade política e a prosperidade foram o sonho almejado durante mais de três décadas pelos angolanos. Melhor qualidade de vida para as famílias, melhor ensino, melhor saúde, melhores serviços públicos, uma mais justa distribuição dos rendimentos nacionais, e uma forte economia, dinâmica, desenvolvida e diversificada, são objectivos comuns e legítimos que só podem ser alcançados com paz e estabilidade”, disse ainda.

Bornito de Sousa destacou as obras de projectos sociais em curso na província de Cabinda que, no seu entender, poderão contribuir para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida, a elevação dos índices de desenvolvimento humano e a criação de empregos para a juventude. “Alguns desses projectos terão projecção nos países vizinhos e mesmo para a região central de África.   Estou a referir-me, em particular, ao Terminal Marítimo de passageiros e à rampa de atracagem de Ferryboats, aqui na cidade de Cabinda; estou a referir-me ao Terminal de Águas Profundas do Caio e ao Projecto de construção da Refinaria de Cabinda”.

Nao deixou de referir-se ao impacto socio-económico para a província de Cabinda, os varios projectos sociais que visitou neste sábado 3 de Abril, como os hospitais geral e provincial de Cabinda, o Pólo Universitário, a Estação de Tratamento de Água de Sassa-Zau, as fontes de Energia eléctrica,  a situação do Aeroporto internacional de Cabinda, o Polo Industrial do Fútila, as perspectivas sobre a Centralidade de Cabinda, a rede de estradas e vários empreendimentos no sector agro-pecuário e das pescas, bem como o impulso que se está a dar à agricultura familiar, alguns dos quais, garantiu já estarem em fase avançada de execução, ao passo que “outros ficaram condicionados pela significativa redução de disponibilidades financeiras por parte do Estado”, provocada pela crise e pela pandemia da covid-19.

“Entretanto, no fim das visitas que efectuamos, chamou-me atenção, o empenho, a força de vontade, a esperança e a determinação no rosto dos jovens e empreendedores. A título de exemplo, chamaram a atenção, as iniciativas ligadas ao relançamento da produção com perspectiva de industrialização, do palmar, do cacau e café”, avançou, assinalando o potencial que a Província de Cabinda tem no domínio do Turismo que pode proporcionar à Floresta do Maiombe, a Cultura, Gastronomia e tradição, os sítios históricos e os lugares de memória  ligados à luta de libertação nacional.

Bornito de Sousa terminou o seu discurso olhando para 2022, que assinalará 20º ano de Paz e de Reconciliação Nacional, e que “será um aniversário completo que merece ser celebrado de modo condigno e distinto, como forma de mostrarmos o quanto nos é cara a PAZ,  palavra curta, de apenas três letras, mas de significado e dimensão universal”. Aliás, continuou, “o ano de 2022 será igualmente marcado por dois outros importantes eventos que importa destacar: as Eleições Gerais e o Centenário do nascimento do Primeiro Presidente de Angola, Dr. Agostinho Neto”.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Advertisement

Colunistas

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (23)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Olivio N'kilumbo
Olivio N'kilumbo (21)

Politólogo

Vasco da Gama
Vasco da Gama (86)

Jornalista

Walter Ferreira
Walter Ferreira (17)

Coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania

© 2017 - 2021 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD