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Opinião

A juventude e o exercício de Manifestação no actual contexto político

Walter Ferreira

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É sabido que é da responsabilidade do estado, proporcionar as condições sociais para as populações, e só é possível através da realização das políticas públicas , que são consebidas pelo executivo, e materializadas por si mesmo .

O direito a manifestação não só é fundamental para os Estados democráticos e de direito, mas, é também a massificação de consciência de causas sociais de reivindicação.

Dois factos são relevantes para a contextualização do exercício das manifestações em Angola :

Tivemos no passado, um conjunto de manifestações, preparadas numa estratégia de pressão ao poder político, não sendo propriamente a reivindicação de direitos sociais e económicos, mas, uma destemida participação de luta revolucionária assente no objectivo de desgate ao titular do ex presidente da República.

As dinamicas eram promovidas por diferentes sensibilidades juvenis, causando ruptura de possíveis concertações por razões de ineficiência em respostas sustentáveis na busca de soluções para os protestos dos grupos de pressão.

O ambiente de pressão ao poder político, foi marcado por detenções dos manifestantes e colocando o exercício de cidadania dependente do controlo ideológico e de uma noção asfixiante da participação cívica .

No actual contexto político, e com a líderança do presidente João Lourenço, na condução do estado, verificamos uma demarcação dos órgãos de defesa e segurança, no uso da força , cujo os meios repressivos tornaram- se flexíveis as novas tendências de oposição social, fortemente marcadas pelos grupos de contestação cívica e política dominados pela juventude .

As manifestações protagonizadas pela juventude, no actual contexto político, estão associadas as novas transformações de reorientação social.

A tentativa de se menosprezar o ” clamor ” da juventude, sobre os mais diversos problemas de realização profissional, ou de oportunidades económicas, pode fazer prolongar o sentido de reivindicação juvenil .

O presidente João Lourenço, inaugurou um novo paradigma de concertação social, fazendo um esforço de procurar captar e dar soluções, através das políticas públicas, a degradante condição social da juventude e das famílias.

O Lema sobre :

Queremos os 500 mil empregos, que no último fim de semana, mereceu uma diversificação de manifestações pela juventude, está salvaguardada na promessa eleitoral, mostrada no interesse pessoal do presidente João Lourenço, enquanto candidato a presidência da República.

É claro que sobre este programa, existem várias formas da sua concretização, e uma delas passa pelo investimento no sector privado da economia.

Não tendo terminado a legislatura, a avalição não pode ser radical, embora seja uma situação que não dependerá exclusivamente do Estado (Executivo), mas sim, de outros intervenientes que deverão ser importantes na resolução deste estrangulamento presente na vida da juventude.

Se é um exercício democrático as manifestações, e até pedagogicas quando feitas com ausência de motivações ” alheias ” , podem ser hoje um sinal positivo no instrumento do poder para reorientar a estratégia de implementação atinentes as necessárias e urgentes medidas sociais e económicas.

Os desafios não são fáceis, a manifestação da vontade política existe, agora é redefinir prioridades estruturantes, para a realização das necessidades colectivas da juventude.

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