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Educação Financeira

A importância da independência financeira da mulher contemporânea – Mês da mulher, todos os dias do ano

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Neste mês que é da Mulher, antes de tudo agradeço as mulheres da minha vida: a mãe e as minhas filhas: Ana Sofia e Bianca Rafaela.

Ano após ano, as mulheres ganham mais espaço no mercado de trabalho. Isso é uma excelente notícia. Porém, essa inserção ainda enfrenta alguns obstáculos para que a igualdade entre os gêneros seja finalmente alcançada.

De todo modo, é preciso ressaltar essas conquistas e demonstrar a importância social da independência financeira da mulher. Por isso, neste conteúdo, vamos indicar quais são os benefícios do empoderamento feminino, apontando, também, a relevância da educação financeira nesse processo.

As mulheres no mercado de trabalho

Por muito tempo, as mulheres foram excluídas do mercado de trabalho. Se não passavam o dia todo em casa, cuidando dos afazeres domésticos, elas ocupavam cargos inferiores, quase sempre com exigências educacionais menores e remunerações mais baixas.

Felizmente, isso vem mudando com a evolução do comportamento da sociedade. Hoje em dia, é difícil encontrar algum posto que seja exclusivamente ocupado por homens.

E alguns dados apontam que a inserção da mulher no mercado de trabalho está a trazer bons resultados, ainda que de forma tímida.

A conquista da independência financeira pelas mulherões

Mas, afinal, qual importância de entender a realidade do público feminino no mundo dos negócios? A inserção no mercado de trabalho viabiliza a independência financeira das mulheres. Isso é fundamental, já que possibilita que elas tenham autonomia para decidir seu futuro, seja ele criando a família, mudando de profissão ou, mesmo, empreendendo.

Além disso, mulheres que alcançam a independência financeira têm uma vida mais confortável, conseguem se planear e têm capacidade de atingir seus objectivos, como ampliar o património ou garantir uma pensão de reforma tranquila.

Contudo, tal conquista ainda enfrenta uma série de obstáculos, que vão além da igualdade no mercado de trabalho, conforme apontamos no tópico anterior. Uma dessas barreiras é a falta de acesso à educação financeira, o que compromete a relação estabelecida com o dinheiro e reduz a chance de sucesso de qualquer planejamento financeiro.

A importância da educação financeira

É importante que as mulheres tenham acesso a informações de qualidade sobre como administrar seu dinheiro nas mais diversas situações. Com isso, elas conseguem gerir sua renda de maneira mais eficiente.

Para tanto, é preciso que o interesse nesse assunto seja despertado de forma constante. Aos poucos, as barreiras culturais que impedem que as mulheres dominem essa esfera de sua vida vão caindo, o que é óptimo para toda a sociedade.

E existem diversas formas de se fazer isso. Uma delas, por exemplo, é incentivar que as mulheres conversem e troquem informações entre si sobre o assunto.

Se falar sobre salário, formas de economizar ou maneiras de ampliar a renda com outras pessoas é desconfortável, talvez seja interessante procurar ambientes em que isso seja mais tranquilo, pelo menos no começo. Os blogs e as redes sociais podem ser uma óptima forma de encontrar pontos em comum para começar essa troca.

Com informações e a partilha de conhecimento, fica mais fácil conhecer novas formas de investimento ou aprender dicas de economia para controlar melhor o dinheiro disponível.

Do ponto de vista prático, no dia-a-dia, o reforço da educação financeira envolve uma série de atitudes, que vão desde anotar os gastos de rotina, para saber para onde cada Kwanza ganho vai, até a manutenção de uma reserva financeira, seja numa conta bancária ou em casa.

Essa reserva é um instrumento importantíssimo para a manutenção da estabilidade financeira de qualquer pessoa. Ela é útil para cobrir gastos com imprevistos sem criar um rombo no orçamento ou para ter mais segurança na hora de fazer um novo investimento.

Mas como juntar dinheiro para formar e manter uma reserva financeira? Primeiro, é importante definir um valor razoável para esse montante. Normalmente, o cálculo é feito levando em conta o padrão de vida actual. A partir disso, entende-se qual é a quantia necessária para suprir suas demandas por um número mínimo de meses.

Para compor efectivamente a reserva, o ideal é separar uma fatia do orçamento com o fim directo a esse fim. Além disso, é importante que o dinheiro acumulado esteja aplicado num investimento que garanta algum retorno e seja facilmente resgatável.

As principais dicas de planeamento financeiro

Listo abaixo alguns conselhos do que fazer para que seu dinheiro trabalhe a seu favor e permita que você alcance seus objectivos.

Controle a sua movimentação financeira

Um erro comum para a maioria das pessoas é não saber com certeza o quanto se ganha e o quanto é gasto. Nesse sentido, boa parte de um planeamento financeiro eficiente passa por acompanhar em detalhes a renda mensal e todas as despesas realizadas.

A solução, então, é adoptar um mecanismo de controlo para gerir tudo o que passa pelo seu bolso, na sua carteira e banco. Na maioria dos casos, uma folha de cálculo costuma ser a solução, mas hoje em dia alguns aplicativos de smartphone cumprem bem esse papel. O ideal é que o processo seja simples e prático.

Monte um orçamento

Junto com o controlo da sua movimentação financeira, detalhe os seus principais gastos mensais (casa, transporte, alimentação, lazer etc.) e defina uma fatia para cada um deles.

Uma estratégia que facilita bastante essa organização é dividir seus custos entre fixos (aqueles tem valor igual todo mês) e variáveis (que podem não se repetir sempre e cujo valor muda de acordo com o consumo).

Diferencie necessidades das compras por impulso

As compras por impulso são grandes inimigas de qualquer planeamento financeiro. Portanto, é importante adoptar medidas para evitá-las e, com isso, manter o orçamento sob controlo.

Uma dica simples ajuda a diferenciar compras realmente necessárias daquelas feitas sem pensar muito: ao se deparar com um produto, não compre-o na hora. Espere e pense por alguns dias. Se após esse período ele ainda se manter interessante, avalie a compra, mas sempre com bom senso.

Negocie as dívidas

As dívidas comprometem não apenas a saúde financeira, mas como o bem-estar emocional. Dessa maneira, é essencial encontrar formas de evitá-las e, quando for o caso, quitá-las.

Afinal, quanto mais demoramos para pagar uma conta, maior serão os juros acumulados. Por isso, se a situações saírem de controle, não hesite em contactar seus credores para renegociar os débitos o quanto antes.

Procure fontes extras de renda

Se as contas não estiverem a fechar, procurar novas fontes de renda extra pode ser uma opção. Nessas horas, vale utilizar a criatividade pensar em como suas habilidades podem gerar dinheiro, seja para prestar serviços freelancer, dar aulas ou abrir um pequeno negócio próprio. Fazer biscastes, por exemplo.

– Mulher, dedico estas palavras para vocês. O mundo será muito melhor com a vossa existência. Com a vossa sensibilidade, inteligência, com o vosso 6ª sentido. Se juntarmos a isto mais oportunidades, equidade e educação financeira, teremos mulheres muito mais emancipadas num mundo mais justo e humanamente rico!