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“A ida de Mara Quiosa a Cabinda é um acto de suicídio”- afirma deputado Lumingo

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O deputado da UNITA e representante do PRA-JA- Servir Angola em Cabinda, Lourenço Lumingo, condenou em entrevista ao Correio da Kianda, que a ida da nova governadora ao ‘enclave’ “é um acto de suicídio político”, porque, segundo o parlamentar, o problema de cabinda é de sentimento, ao entenderem que estão a ser usurpado das suas terras.

“Quando digo que é um suicídio é porque vai ter muita responsabilidades, devido as complexidades politicas e sociais no enclave. Não se sabe, se vai chegar até 2027”.

Lourenço Lumingo entende que Cabinda é uma região de difícil governação e se chegar lá o seu objectivo será o de resgatar a mística do MPLA.

O político que liderou a cúpula da UNITA/FPU nas eleições gerais de 24 de Agosto do corrente ano no circulo provincial de Cabinda, disse que conhece “muito bem as características da actual governadora que se preocupa mais com o seu partido MPLA do que com acções governação local”.

“Ela sempre foi assim, é governadora mas fica mais preocupada com o partido do que servir o povo e os cidadãos”, frisou.

Durante a entrevista Lourenço Lumingo que regressa pela segunda vez na casa das leis, após ter sido eleito em 2017, pela lista da CASA-CE, reconhece a evolução dos projectos sociais que estão a ser construídos em Cabinda, mas assegura que isto não vai mudar o sentimento dos cabindeses.

Na conversa de quase dez minutos, o político assegurou que Mara Quiosa não vai ter uma tarefa muito fácil. “Podem até mudar não sei quantos governadores, o problema de Cabinda é que o povo sente-se “usurpado” por aquilo que é deles”.

O parlamentar sublinha ainda que “ninguém aceita que por detrás da minha casa exploram petróleo e deste lado, estou desempregado, estou com a fome e estou na miséria total, e por fim quando tentas reclamar te acusam com FLEC e no dia seguinte o SIC te prende”, rematou.

Lourenço Lumingo diz que devido o excesso de força de repressão no ‘Enclave’, e sem força de reação, o povo de Cabinda tem manifestado o seu descontentamento nas urnas não votando ao MPLA.

Frisou mais uma vez, que o povo de Cabinda senti-se usurpado, reforçado com o sentimento de não querer pertencer a Angola, porque acha que Cabinda é quem sustenta o país.

O Correio da Kianda soube que a nova governadora de Cabinda, Mara Quiosa, foi apresentada ontém, aos representantes locais e membros da sociedades civil. Mara Quiosa recebeu também a bênção tradicional dos Bakama

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