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Opinião

A guerra da falta de bom senso

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A guerra na Ucrânia vai nos mais de 100 dias. Começou por questões estratégicas, a Rússia avançou para eliminar a ameaça antes desta se concretizar como tal.

Ao chegar no terreno, é possível que tenha percebido que afinal não seriam “favas contadas”, e tenha sido obrigada a mudar para o plano B, como vem noticiando a imprensa, que ao mesmo tempo, se vai mostrando tendente ao ocidente.

Por outro lado, a guerra ainda continua, não apenas pelo interessante desempenho dos dois contendores, mas também por conta de uma inacreditável falta de bom senso de todos que apoiam a Ucrânia, mas fundamentalmente do próprio presidente da Ucrânia que ao que parece ainda não deu conta que está a ser usado como arma de arremesso do ocidente com os EUA a cabeça e/ou não compreende o verdadeiro objectivo da política moderna, que é garantir bem-estar aos seus.

Só isso pode explicar a inércia e o jogo de orgulho que vamos assistindo e que leva a que até hoje não se tenha posto fim a um conflito que mata e subjuga os ucranianos.

Não há vergonha em ceder em nome do melhor para as populações, ainda mais quando se está em desvantagem e nunca se teve vantagem. Qualquer político que se preze sabe ou devia saber disso!

Não é comum recomendar a um governante europeu que siga os exemplos de um governante africano, mas diante dos factos, é aconselhável que o presidente da Ucrânia veja como José Eduardo dos Santos soube lidar com a questão do processo que culminou na paz efectiva em Angola em 2022. Depois de anos de clara desvantagem, JES optou sempre pela negociação como principal e única forma de terminar com o conflito. É assim que, mesmo quando obteve vantagem fatal, não aniquilou os opositores, chamou a mesa e assinou um acordo.

Era a paz o objectivo principal. Sempre foi a paz o objectivo principal. Só com paz se pode pensar em novos avanços, e nunca pode, um líder colocar em «check» a paz, a não ser que seja por algo inevitável, que como se sabe, não é o caso da Ucrânia, na pessoa do seu PR, que primeiro atirou para o chão todos os princípios básicos da Geopolítica e decidiu abrir portas a NATO no seu território. E agora, mesmo depois de ter visto a Rússia triplicar a quantidade de território conquistada, ainda vai dando vida à ilusão de que pode lutar e vencer sem ser por via diplomática.

Os EUA já deixaram claro que, com a guerra, pretendem fragilizar a Rússia. Uma tarefa que deve ser de médio e longo prazo. A questão é, está o PR da Ucrânia ciente disso? Sabe ele que para isso, muitos dos seus cidadãos irão ser sacrificados? Parece que não, e assim, espera-se mais mortes e mais destruição.

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