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Educação Financeira

A economia das “borlas”

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O tema do 65 artigo é sobre a economia da gratituidade ou das “borlas”. Ao longo destes quase 15 meses em que escrevo artigos semanalmente para o Correio da Kianda, tenho aproveitado para ajudá-lo(a) e à sua família para poupar, investir, estar esclarecido(a) quanto às suas finanças, património, estilo de vida, estilo de consumo, etc. Hoje o tema é especialmente diferente, porque tem a ver produção de mercadorias, de conteúdos, de serviços que se prestam sem pagar.

Por borlas entende-se tudo o que é gratuito, em custo para o consumidor.

O acto de consumo numa qualquer economia, principalmente em economias de mercado prevalece o consumo pago para haver o ciclo completo da economia: produção, consumo, resultados ou lucro, distribuição de riqueza, poupança, crédito.

Sem consumo pago não há lucros. Um exemplo, o Jornal de Angola gratuito em PDF limita a acção da empresa pública Edições Novembro que quando as pessoas lêem o Jornal de Angola, por exemplo, nas redes sociais não contribuem para os resultados desta empresa pública, mas o efeito é o mesmo para as empresas e instituições privadas.

Toda a gente gosta de ter e consumir sem pagar. É um sentimento universal, pois não obriga a redução da quantidade de dinheiro que uma pessoa tem para ter e consumir algo. Contudo, este tipo de economia é prejudicial. Quem investe precisa de ter lucro para si e para reinvestir. A economia das “borlas” faz com que a boa vontade e durante muito tempo, se torne em prejuízos que fatalmente leva ao encerramento do negócio ou da empresa. As empresas, os empreendedores devem analisar bem o mercado e as políticas de marketing, comercial, preços, promoções para que o que possa ser gratuito tenha um tempo curto para os interessados e que depois se poderão tornar clientes, fiquem a conhecer a empresa, os produtos, as marcas, e estejam disponíveis para comprar ao justo valor, por via da troca de experiências que um bem ou um serviço proporciona.

É fundamental ganhar quota de mercado, clientes, facturação, recebimentos, mas volto a chamar a atenção: a gratituidade deve ter um tempo bem limitado. Mantenha o foco, busque e mantenha os seus clientes, mas perceba, que na maior parte das vezes, o problema começa na família e amigos próximos, que por via dessa proximidade consideram que nada devem pagar pelos serviços que presta ou pelo que vende. É o oposto. Estes devem ser os primeiros a acarinhar e a contribuir, pois as ‘borlas” destroem o seu negócio, ontem, hoje e amanhã.