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Eleições 2022

“A credibilidade pública de João Lourenço passará pelo cumprimento das promessas eleitorais” – afirma analista

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Na próxima quinta-feira, 15 de Setembro, acontece a investidura do Presidente da República, para os próximos cinco anos, saido das eleições Gerais de 24 de Agosto último.

A propósito, o Correio da Kianda ouviu o analista político Luís Paulo, sobre os desafios de governação de João Lourenço e do MPLA nos próximos cinco anos.

“O MPLA foi consagrado vitorioso pela CNE depois da posição da UNITA face os resultados divulgados por esta instituição eleitoral, o Tribunal Constitucional acabou por validar os resultados com base os seus critérios de actuação. João Lourenço será investido pela segunda vez, embora que as contestações estejam a ser feitas, as instituições como a CNE e o TC garantem o poder ao MPLA para os próximos 5 anos”.

Para Luís Paulo, João Lourenço nas vestes de gestor máximo do executivo terá imensas dificuldades nos primeiros anos de governação e a sua imagem está desgastada por conta do conjunto de contestações públicas que se vem registando, principqlmente nos ultimos anos do seu primeiro mandato.
“Portanto terá de fazer um trabalho de renovação da sua credibilidade pública”.

De acordo com o também acadêmico, essa credibilidade pública do Chefe de Estado reeleito, passará pelo “cumprimento das promessas eleitorais”, pois a população angolana sustenta hoje um ceticismo por conta da governação passada onde infelizmente houve muito incumprimento de promessas”.

O também activista social, aponta o sector social como uma das prioridades de governação nos próximo cinco anos.

“O sector social deve ser uma matéria de prioridade, se realmente o MPLA fez uma leitura dos resultados eleitorais poderá entender o facto de prestar mais atenção as contestações públicas e permitir-se em dar solução aos males como a situação da alimentação, habitação, saúde, educação e segurança pública, e não menos importante a garantia do exercício livre dos direitos e liberdades fundamentais”, apontou.

Durante a entrevista vista o docente acredita que, de hoje em diante, João Lourenço tem em mente que toda acção perpetrada pelo seu Executivo será assunto de escrutínio público, e aqui fica a máxima razão de continuar com a agenda de combate à corrupção; para permitir uma gestão cuidadosa e responsável da coisa pública. Ainda existe uma matéria sensível por se dar por terminado, as autarquias locais.

O Executivo liderado pelo João Lourenço deve garantir que haja definitivamente em Angola as eleições autárquicas, e este elemento poderá também beneficiá-lo numa altura em que a luta pelo poder parece ter ganhado outra abordagem.

No seu ponto de vista, o executivo que será formado nos próximos dias, “deve cingir-se principalmente numa governação que deve procurar com que os cidadãos voltem acreditar naquele João Lourenço que ao tomar posse em 2017 acabou demonstrando força contra uma elite que se achava proprietário de Angola e dos angolanos”