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Mais de 922 mil deslocados na República Democrática do Congo

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Os conflitos prolongados do país já provocaram cerca de 2,2 milhões de deslocados internos e mais de 550.000 refugiados em países vizinhos, segundo os últimos dados registados pelo Conselho, que trabalha na zona.

Um milhão de pessoas, de um total de 3,7 milhões, foram deslocadas desde o começo deste ano, depois do aumento da violência na província de Kasai, onde a milícia Kamuina Nsapu tem provocado o terror nas populações.

Mais de metade do resto das pessoas deslocadas na RDCongo encontram-se em Kivu Norte (837.000 pessoas) e Kivu Sul (387.000).

“A crise, em grande parte esquecida, na RDC superou todas as demais crises em número de pessoas que se viram obrigadas a fugir de suas casas (…) incluindo a Síria ou as guerras brutais do Iémen” disse a diretora do Conselho Norueguês para os Refugiados na RDC, Ulrika Blom.

A diretora do Centro de Controlo de Deslocamentos Internos (IDMC), Alexandra Bilak, destacou “o fracasso em abordar as causas subjacentes dos conflitos e as crises” por parte de países que “abandonam a agenda internacional” e “dão lugar a padrões cíclicos de deslocamentos”.

O novo relatório do IDMC assinalou o aumento de tensões étnicas e confrontos de longa duração entre grupos armados em 2016 e destacou a insegurança política que sofre o país, em particular nas províncias de Kivu Norte e Kivu Sul, no leste do pais.

“A crise na RDCongo é a mais esquecida no mundo. Apesar de mais de sete milhões de pessoas necessitarem de ajuda, o financiamento internacional de 813 milhões de dólares é somente 20% do que se necessita”, sublinhou Ulrika Blom.

A organização norueguesa sublinhou a sua preocupação com a redução de efectivos da missão da ONU em algumas zonas do país.

Vinte anos de conflito armado e violência entre comunidades levaram 7,3 milhões dos 92 milhões de habitantes da RDC a necessitarem de ajuda humanitária.

A RD Congo ocupa o 176º lugar entre 188 no índice mundial de desenvolvimento humano (IDH).

NM

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