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Economia

Quarenta por cento do açúcar no mercado nacional vem da Biocom

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Quarenta por cento do açúcar consumido no mercado nacional é produzido pela Companhia Biocom, em Malanje, revelou o seu director de Relações Institucionais, Luís Adriano Félix Júnior, quando falava à imprensa, nesta quinta-feira, 27, no município de Cacuso, à margem da cerimónia de abertura da safra 2023.

Segundo aquele responsável, o mercado nacional consome anualmente de 350 mil toneladas de açúcar importadas anualmente, as 120 mil toneladas anuais produzidas pela Biocom representam um contributo de 40% no mercado de consumo, reduzindo de igual modo a importação de açúcar, o que permite “poupança em divisas” para o país.

Luís Júnior disse que a companhia vai atingir o pico dos níveis de produção em 2028, alcançando a meta de mais de 250 mil toneladas anuais.

O também assessor de direcção da Biocom revelou que a estratégia da empresa é de aumentar gradualmente 10% de áreas de plantio, havendo neste momento 30 mil hectares de terra plantados, pelo que quando se atingir os 40 mil hectares “estaremos em condições de atingir o pico” da produção.

Questionado sobre os custos resultantes desse aumento de produção, Luís Adriano Félix Júnior, disse ser prematuro avançar uma previsão, uma vez que os bens essenciais e equipamentos apresentam instabilidade nos preços, com aumento no valor, motivados por factores diversos, com destaque para a guerra na Ucrânia, como fertilizante, equipamentos de transportes.

Já o Secretário de Estado da Agricultura, João Cunha, que esteve em Cacuso, em representação do ministro Francisco de Assis, disse que o aumento dos níveis de produção da Biocom, representam um ganho para o país, pelo que “já participa em 40% na oferta de açúcar no mercado nacional”.

O governante ainda que a quota representa um contributo ao plano do executivo em reduzir “substancialmente a importação de produtos agrícolas, para que possamos, muito brevemente, exportar”, acrescentando que Angola tem tudo para tornar-se num celeiro em África e no mundo e não depender só e exclusivamente do petróleo, e temos todas as condições”, desde terras aráveis e força de trabalho.

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