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O chefe de Estado da RDCongo falou na véspera da reabertura, após cinco anos de trabalho, do Museu Real da África Central, em Tervuren, na Bélgica, local que acolhe uma das maiores coleções de arte africana no mundo.

“Tervuren tem um grande número de documentos, nossos arquivos, que gostaríamos de recuperar”, salientou Kabila.

O Presidente da RDCongo indicou que o pedido de restituição será formalmente feito, na primavera de 2019, em ligação com a abertura em Kinshasa, capital da RDCongo, de um museu construído em cooperação com a Coreia do Sul.

“Aguardamos o fim dos trabalhos e a abertura do nosso próprio museu. O pedido de restituição estará obviamente na mesa. Um mês antes do final do trabalho, que está previsto para o mês de junho, haverá um pedido oficial”, afirmou Joseph Kabila.

Em novembro de 2017, o Presidente da França, Emmanuel Macron, lançou o debate sobre a restituição do património da África, dos quais 85% a 90% estariam localizados fora do continente africano.

Recentemente, após a entrega de um relatório de especialistas sobre o património alojado em França, o chefe de Estado francês decidiu devolver “sem demora” 26 obras solicitadas por Beni, cidade no nordeste da RDCongo, tomadas em tempo de guerra do exército francês em 1892.

Após o projeto de renovação, a direção do museu reivindicou uma nova abordagem “descolonizada” das suas coleções, com um olhar crítico sobre a presença belga no Congo, Ruanda e Burundi.

“Dos 450.000 artefactos africanos roubados durante a colonização, uma grande quantidade vem da RDC [RDCongo]”, indicou Joseph Ibongo, ex-diretor geral do Instituto de Museus Nacionais do Congo, à agência noticiosa France-Presse (AFP), em Kinshasa.

De acordo com a AFP, nem o primeiro-ministro belga, Charles Michel, nem o rei Philippe vão participar no sábado na inauguração do renovado museu de Tervuren.

“O rei não interfere nos debates em curso. O clima não é propício para a sua deslocação”, referiu o o Palácio Real, esta semana, à AFP.

Na RDCongo, as eleições de 23 de dezembro vão designar o sucessor do Presidente Joseph Kabila que está no poder desde 2001 e não pode concorrer às eleições, uma vez que já cumpriu dois mandatos como chefe de Estado, tal como prevê a Constituição.

LUSA

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