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Nesses dias de “EUFORIA POPULAR” em que a razão deu lugar a emoção muita coisa vai se pervertendo com o beneplácito da sociedade. A sensação de salvação nacional oferecida pelo novo PR promoveu uma histeria monumental entre as pessoas que impede a análise racional dos factos.

Nesses mares tumultuosos torna-se difícil divisar o que é certo e que é errado. Daí não perceber a razão do encontro entre os membros da sociedade civil (sobretudo os representantes de grupos de pressão) com o Presidente da República.

Os grupos da Sociedade Civil que trabalham em projectos de desenvolvimento juntos das comunidades afim de melhorar as condições sociais e económicas destas complementam a acção do governo e por isso precisam de apoios deste. Faz todo o sentido que obtenham ajudas financeiras e outras do Estado e que a até obtenham o estatuto da utilidade pública. Isso é o que os representantes destas organizações devem exigir do Presidente da República num encontro como o que aconteceu. É o caso particular da ADRA e outras com ONG’s com acções semelhantes que se fizeram representar no palácio presidencial.

Já os grupos que promovem acções de denúncia e de reivindicação de violação de direitos exigindo uma melhor postura dos governantes estão virados para a pressão política. São por assim dizer “adversários de circunstância” do poder instituido. Não é normal esperar que estes grupos acertem passos com os governantes. A sua missão é fiscalizar e denunciar as acções destes e isso impede qualquer forma de cooperação que seja. Nesse caso só se pode esperar que os governantes respeitem as liberdades fundamentais reservadas aos grupos de pressão para que estes continuem a exercer o seu papel social sem constrangimentos.

Espera-se por isso que o Presidente da República não permita que a Polícia Nacional constranja as manifestações a seu bel-prazer como acontecia na era de JES. É o máximo que pode fazer nessas circunstâncias. Ou seja, que JLO permita o mais amplo exercício de direitos possíveis aos cidadãos e todos agradecemos sem termos que marcar encontros. Basta que oriente as forças da ordem e segurança a respeitar a CRA e as leis.

Curiosamente, a sociedade ficou particularmente eufórica com o encontro. Então, o que é que as partes no encontro acertaram afinal? O que é que a sociedade esperou que os representantes de grupos de pressão acertassem com o PR? Que não mais voltarão a pressionar…?

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